Operação da PF investiga viúva de ex-integrante de grupo de assaltantes de banco, em Goiás e PE

Mulher usou dinheiro dos crimes para comprar casas em Anápolis, após marido e líder da organização criminosa morrer em confronto com a polícia, em Minas Gerais

Residência alvo de operação da Polícia Federal | Foto: Divulgação/ PF

A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (22), a Operação Registro, com o objetivo de combater o crime de lavagem de dinheiro de crimes de roubo a banco. Segundo as investigações, a viúva de um ex-membro de organização criminosa comprava casas em Anápolis com o dinheiro dos assaltos.

Está sendo cumprido um mandado de busca e apreensão, na cidade de Cabrobó (PE), além do sequestro judicial de duas casas, avaliadas em mais de R$ 1,5 milhão expedidos pela 1º Vara dos Feitos Relativos a Delitos Praticados por Organização Criminosa e de Lavagem ou Ocultação de Bens, Direitos e Valores de Goiânia.

De acordo com a PF, um dos membros morreu em 2017 em Minas Gerais, em confronto com policiais durante uma tentativa de roubo a banco. A viúva desse homem teria usado o dinheiro dos crimes para comprar duas casas.

Os criminosos eram especializados em roubo a banco, no estilo conhecido como “Velho Cangaço” – quando uma pequena cidade é tomada pelo grupo criminoso para roubar.

Segundo a PF, está em apuração o crime de “lavagem” ou ocultação de bens, direitos e valores com pena de reclusão de três a 10 anos e multa. O nome da operação se deu em alusão à produção de uma procuração falsa num cartório de registro.

Relembre: Quadrilha de roubo a bancos é desarticulada em Minas Gerais

Em 17 de dezembro de 2017, uma ação conjunta com vários Estados e a Polícia Militar (PM) de Minas Gerais conseguiu desarticular uma quadrilha especializada em roubo a carros-fortes, bancos, mineradoras e sedes de empresas de valores que se preparava para atuar em Montes Claros, no Norte do Estado.

Na ação houve confronto com os policiais, o que resultou na morte de Jean Carlos de Barros Dantas, o “Bereberê”, que seria o líder do bando, e Aldenir Quirino de Sá, o “Galeguinho de Senhora”, que era foragido da Justiça por roubo a banco.  

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