A Operação Batalhão de Papael deflagrada na manhã desta quinta-feira, 21, mobilizou equipes da Polícia Civil de diferentes cidades goianas para investigar um susposto grupo suspeito de aplicar fiscalizações ambientais e extorquir comerciantes e produtores rurais em Goiás. As investigações apuravam a atuação de investigados que se passavam por policiais militares ambientais para intimidar vítimas e exigir dinheiro sob ameaça de autuação.

Ao todo, estão sendo cumpridos oito mandados de prisão temporária e 10 mandados de busca e apreensão. As ações ocorrem ocorrem simultaneamente em Goiânia, Aparecida de Goiânia, Caldas Novas e Mineiros.

Segundo as investigações, os suspeitos utilizavam uniformes camuflados, armas e veículos adesivados com símbolos semelhantes aos do Batalhão Ambiental para dar aparência de legalidade às abordagens. Além disso, apresentavam documentos falsos, incluindo títulos como “delegado do meio ambiente”, para convencer as vítimas da suposta autoridade exercida pelo grupo.

De acordo com a Polícia Civil, comerciantes e produtores rurais eram coagidos a realizar pagamentos em dinheiro para evitar autuações ambientais fraudulentas. A suspeita é de que o esquema vinha sendo praticado há meses em diferentes regiões do estado.

A operação é conduzida pela Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Rurais (DERCR), em conjunto com o Batalhão Ambiental da Polícia Militar de Goiás. As medidas cautelares foram autorizadas pela Vara das Garantias da Comarca de Goiânia.

A expectativa é de que mais informações sejam apresentadas ao longo do dia, após a conclusão das diligências e análise inicial do material recolhido.

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