ONU define “alerta vermelho” sobre clima após relatório com avaliação dos últimos sete anos

O documento estima que o limiar do aquecimento global (de + 1,5° centígrados), em comparação com o da era pré-industrial, vai ser atingido em 2030

Alterações climáticas e aquecimento global | Foto: reprodução

O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), publicou nesta segunda-feira, 9, um relatório sobre o clima, sendo um “alerta vermelho” sobre as energias fósseis. O documento revela uma avaliação científica dos últimos sete anos.

Para o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, “deve significar o fim do uso do carvão e dos combustíveis fósseis, antes que destruam o planeta”, afirmou em comunicado, pedindo que nenhuma central de carvão seja construída depois de 2021.

O relatório estima que o limiar do aquecimento global (de + 1,5° centígrados), em comparação com o da era pré-industrial, vai ser atingido em 2030, dez anos antes do que tinha sido projetado anteriormente, “ameaçando a humanidade com novos desastres sem precedentes”. “Trata-se de um alerta vermelho para a humanidade”, disse António Guterres.

No mesmo documento, o secretário-geral pede igualmente aos dirigentes mundiais, que se vão reunir na Conferência do Clima (COP26) em Glasgow, na Escócia, no mês de novembro, que alcancem “sucessos” na redução das emissões de gases de efeito estufa.

O relatório

De acordo com o documento a temperatura global subirá 2,7 graus em 2100, se mantiver o atual ritmo de emissões de gases de efeito estufa. No novo relatório, que saiu com atraso de meses devido à pandemia de covid-19, o painel considera vários cenários, dependendo do nível de emissões que se alcance.

Isso acarretaria mais acontecimentos climáticos extremos, como secas, inundações e ondas de calor, está longe do objetivo de reduzir para menos de 2 graus, fixado no Acordo de Paris, tratado no âmbito das nações, que fixa a redução de emissão de gases de efeito estufa a partir de 2020, impondo como limite de subida 1,5 graus centígrados.

*Com informações da Agência Brasil

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