O que mudou no rosto de Vini Jr.? Especialista explica harmonização do queixo e alerta para os riscos
23 julho 2026 às 19h14

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A mudança na aparência do atacante Vinícius Júnior voltou a colocar a harmonização facial em evidência. Nas últimas semanas, o jogador passou a aparecer com o queixo e o contorno da mandíbula mais marcados, o que gerou especulações nas redes sociais sobre a realização de procedimentos estéticos e reacendeu o debate sobre a harmonização do queixo.
Embora seja considerada uma técnica minimamente invasiva, especialistas alertam que o procedimento exige planejamento individualizado e conhecimento aprofundado da anatomia facial para garantir segurança e resultados naturais.
Segundo a cirurgiã plástica Dra. Cristiane Gusmão, a harmonização do queixo é segura quando realizada por um profissional habilitado e com produtos aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
“A segurança depende principalmente de três fatores: a avaliação correta do paciente, o conhecimento da anatomia das estruturas que serão tratadas e a técnica de aplicação. Também é importante utilizar preenchedores absorvíveis de boa qualidade, respeitar os planos anatômicos e evitar excessos. Preenchedores definitivos nunca devem ser utilizados”, explica ao Jornal Opção.
Avaliação individual faz diferença
A especialista destaca que a harmonização do queixo não deve ser analisada de forma isolada. Antes do procedimento, é necessário avaliar toda a estrutura facial para preservar a identidade do paciente e alcançar um resultado proporcional.
“Cada rosto possui características próprias. O objetivo não é modificar a identidade da pessoa, mas melhorar o equilíbrio facial preservando sua naturalidade”, afirma.
Além da análise das proporções entre testa, nariz, lábios e queixo, o paciente deve informar ao médico sobre doenças, alergias e procedimentos estéticos já realizados.

Os efeitos mais comuns após a harmonização incluem inchaço, hematomas e sensibilidade local, que costumam desaparecer em poucos dias. No entanto, também podem ocorrer complicações mais graves, embora incomuns.
Entre elas estão infecções, formação de nódulos e obstrução de vasos sanguíneos causada pela aplicação inadequada do preenchedor.
“Embora seja rara, essa é a complicação que mais preocupa. O profissional precisa conhecer detalhadamente a anatomia vascular, utilizar técnicas seguras e estar preparado para reconhecer imediatamente qualquer sinal de comprometimento vascular”, ressalta a médica.
Segundo ela, clínicas que realizam o procedimento devem ter hialuronidase disponível, medicamento utilizado para dissolver o ácido hialurônico em casos de intercorrências.
Nem todos são candidatos
A harmonização do queixo costuma ser indicada para pessoas com pouca projeção da região, pequenas assimetrias ou desproporção no terço inferior da face. Entretanto, nem todos os casos podem ser resolvidos apenas com preenchimento.
“Apenas a avaliação médica pode indicar se o paciente terá um bom resultado com a harmonização ou se será necessária uma abordagem cirúrgica, como a mentoplastia”, explica Cristiane Gusmão.
Ela acrescenta que as expectativas do paciente também fazem parte da análise clínica.
“Pessoas que buscam reproduzir o rosto de outra pessoa ou apresentam expectativas irreais podem não ser bons candidatos para o procedimento.”
Redes sociais influenciam procura
Com a popularização da harmonização facial entre artistas e influenciadores, cresce também o número de pessoas interessadas em reproduzir determinados padrões estéticos.
Para a cirurgiã plástica, esse comportamento exige cautela.
“As redes sociais criaram uma falsa ideia de que existe um rosto perfeito ou um padrão universal de beleza. Isso simplesmente não existe. Cada pessoa possui uma anatomia única, e um resultado bonito é aquele que respeita as proporções individuais”, afirma.
Segundo a especialista, a harmonização facial deve ter como objetivo valorizar a individualidade e preservar a identidade de cada paciente, e não criar rostos padronizados.
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