“O que adianta uma máquina arrecadadora com 30% de sonegação?”, diz deputado

José Nelto defende imposto único amplo para evitar que se sonegue no País

José Nelto Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

Para o deputado federal José Nelto (Podemos) o imposto único é a melhor saída para acabar com a sonegação, no País, que, segundo ele, chega até 29%. Nesta semana, o ministro da Economia Paulo Guedes afirmou que o governo Bolsonaro apresentaria uma versão própria da reforma Tributária que, entre outras coisas, traria a criação do IVA federal, que entraria no lugar de PIS, Cofins, IPI e parte do IOF.

Conforme Nelto, anualmente a sonegação chega a R$ 400 bi, no País. “O que adianta uma máquina arrecadadora com 30% de sonegação?” Para ele, o ideal é que a Casa, que também possui sua própria versão da reforma, tanto na Câmara como no Sendo, amplie o imposto único a todos os tributos, inclusive Estados e municípios.

“Temos que acabar com a máquina burocrática. Se aumentar a arrecadação para Estados e municípios, não vejo problema [em incluí-los]”. Nelto destaca que, o imposto único tende a diminuir o valor de tributos para o contribuinte, uma vez que a sonegação irá cair.

Complexidade

O deputado afirma, também, que o tema é mais complexo que a reforma da Previdência. Isto, ele avalia, ocorre porque ninguém quer perder: governo federal, Estados e município. “Mas o contribuinte não dá conta de pagar mais”.

E ele adianta, que pelo Congresso, o ideal é ideal é diminuir a força de Brasília, na reforma Tributária. “Vamos discutir com governadores, prefeitos, empresários, enfim, será um longo de debate de quatro ou cinco meses”, informa.

Ideias

Entre as ideias abordadas por Nelto está o aumento de carga tributária no chamado supérfluo. Ele cita bebidas alcoólicas, cigarros e aquilo que o cidadão vive sem. “Como ocorre na Noruega”, exemplifica.

Em contrapartida, ela avalia que o Estado terá capacidade para investir na área da saúde para atender pessoas saúdes. “Inclusive, incluindo tratamentos para dependentes químicos e alcoolismo”, conclui.

Reforma

Em evento em São Paulo, na última quinta, 8, o ministro Paulo Guedes afirmou que a proposta do governo seria composta pela reforma do Imposto de Renda para pessoas físicas e jurídicas, a desoneração da folha de salários e a criação do IVA. Ele também disse que, inicialmente, a intenção era excluir do texto tributos estaduais e municipais.

Anteriormente, o presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia (DEM), já havia avaliado que a versão da Casa, proposta pelo deputado Baleia Rossi (MDB-SP), era a melhor opção. Segundo democrata, esta, inclusive, teria o apoio dos governadores.

Ao Jornal Opção, o deputado Rubens Otoni reforçou a posição do presidente e endossou que a proposta do governo já foi colocada em segundo plano pela Câmara.

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