Presidente mundial do Santander diz que a culpa do informe contra Dilma não é do banco, e sim de um analista

Emilio Botín informou que a instituição já pediu desculpas à presidente e que os responsáveis pelo caso serão punidos 

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Presidente Mundial do Santander, Emilio Botín.

O presidente mundial do Banco Santander, Emilio Botín, informou que o aviso enviado a clientes de alta renda indicando que a reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT) poderia piorar a economia “não foi do banco, e sim de um analista que enviou o informe sem consultar quem deveria consultar”. Depois da declaração do presidente, um representante brasileiro do banco divulgou que todos os responsáveis pela elaboração e pela aprovação do texto serão desligados da empresa, mas antes o caso passará por uma investigação interna.

Os esclarecimentos feitos pelo presidente do banco aconteceram neste domingo (27/7) no Rio de Janeiro. Botín estava participando da abertura do III Encontro Internacional de Reitores, promovido pelo Santander. Ele informou que o presidente da instituição no Brasil, Jesús Zabalza, já explicou o ocorrido às autoridades e também à presidente Dilma.

No dia que a nota foi divulgada, o Santander pediu desculpas e informou que o texto foi “enviado a um segmento de clientes, que representa apenas 0,18%” da base do banco, e o que foi repercutido pela imprensa não reflete o posicionamento da instituição.

O presidente mundial disse também que o Brasil é o mais importante entre os dez mercados que o Santander investe, representando cerca de 1/5 do lucro do grupo. Ele afirmou que o banco incentiva todos a investir no país, e que a própria instituição desde sua instalação, em 1982, já aplicou cerca US$ 27 bilhões no país desde a instalação.

Confira a nota que provocou a polêmica:

nota

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