Nova reforma da Previdência já enfrenta resistência e não deve ser aprovada na Câmara

Texto apresentado esta semana não muda essência do projeto e desagrada categoria. Avaliação é do vereador Delegado Eduardo Prado

Delegado Eduardo Prado | Foto: Alberto Maia

Mesmo antes de começar a tramitar na Câmara de Goiânia, a nova proposta de reforma da Previdência Municipal já enfrenta resistência na Casa de leis. Em entrevista ao Jornal Opção, o vereador Delegado Eduardo Prado (PV) avalia que o texto, assim como o anterior, dificilmente contará com o aval dos parlamentares. “Não houve, ao meu ver, qualquer tipo de diálogo. Então, acho que dificilmente este novo projeto prosperará”, avaliou.

Conforme mostrou a reportagem, o novo texto traz, entre as principais mudanças, o aumento escalonado do valor da alíquota. A primeira matéria estabelecia aumento de 11% para 14%. Já a proposta recente prevê que a alíquota passará dos atuais 11% para 12% em 2019, depois para 13% no seguinte até chegar aos 14% em 2021.

Segundo Eduardo, a mudança não muda em nada a insatisfação com a reforma, já que avalia não haver mudanças essenciais, “e apenas joga o problema lá para frente”.

Eduardo integra a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Se dependesse do Paço, segundo o vereador, o texto seria colocado em apreciação já nesta quinta-feira (5) no colegiado, sem qualquer discussão com os servidores ou segmentos organizados.

Para evitar o confronto com os vereadores, Wellington Peixoto (MDB), membro da base aliada do prefeito e vice-presidente da CCJ, propôs audiência pública para discutir a matéria, na próxima segunda-feira (9).

Eduardo Prado conta também que os vereadores ainda não tiveram acesso ao novo projeto, o que tornaria ainda mais improvável a apreciação pelos pares para esta semana. “Impossível já colocarem em votação, mas tudo pode acontecer”, afirma.

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