Nova maternidade de Goiânia será inaugurada em dezembro, diz secretário

Em entrevista ao Jornal Opção, Fernando Machado falou das novas unidades que serão inauguradas em Goiânia e avaliou a mudança de comando no Ministério da Saúde 

Foto: Comunicação SMS

Secretário de Saúde, Fernando Machado garante entrega de hospital-maternidade em dezembro e outras 12 unidades de saúde até o fim do ano | Foto: Comunicação SMS

15 de dezembro. Esta e a meta da prefeitura de Goiânia para a entrega do Hospital e Maternidade Oeste, que está sendo construído no Conjunto Vera Cruz I, na Região Oeste da capital. Segundo o secretário de Saúde, Fernando Machado, as obras estão 100% dentro do cronograma. “A fundação está pronta, agora estão sendo colocados os pilares e as vigas. Estamos trabalhando turno extra e finais de semana. A meta é inaugurar até 15 de dezembro, com equipamentos e tudo funcionando”, afirmou Machado.

A estrutura de mais de 15 mil metros quadrados pretende atender 40% dos partos em Goiânia, o que seria suficiente para que todos os partos do SUS sejam feitos em maternidades públicas e a prefeitura fique independente de convênios com hospitais privados para fazer o atendimento materno.

A chamada Maternidade Oeste, pelo local onde está sendo construída, ainda não tem nome oficial, e receberá a demanda de atendimento à mulher e ao recém-nascido das regiões Oeste, Campinas, Centro e Sudoeste. O secretário afirmou tamém que, além do hospital-maternidade, a prefeitura pretende entregar ainda em 2016 outras 12 unidades de saúde, entre Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), e Centros de Saúde da Família.

Segundo Fernando Machado, o andamento e entrega das obras estão garantidas, uma vez que os repasses do governo federal já estão em caixa.

Novo ministério

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“Não há recurso para se dar tudo a todos”, afirmou o ministro da Saúde, Ricardo Barros Foto: Reprodução

Desde a mudança de governo, o novos ministros nomeados pelo presidente em exercício Michel Temer (PMDB) tem sido protagonistas de declarações polêmicas à mídia. No último dia 17 de maio,o novo ministro da Saúde, Ricardo Barros (PP-PR), afirmou em entrevista à Folha de S. Paulo que a capacidade financeira do governo para suprir garantias a que os cidadãos têm direito não são suficientes e que o país não está em um nível de desenvolvimento econômico que permita garantir esses direitos por conta do Estado.

Questionado sobre a possibilidade de reduzir o tamanho do Sistema Único de Saúde (SUS), Barros destacou que trata-se de uma cláusula da Constituição que prevê saúde universal para todos, mas admitiu que “não há recursos para se dar tudo a todos”.

Para o secretário Fernando Machado, a polêmica não tem justificativa. “Não tem o que falar sobre essa questão. O ministro, infelizmente falou algo que não é exequível, a não ser que a Constiuição brasileira seja mudada. O Sistema Único de Saúde é um direito constitucional. O Estado brasileiro tem obrigação de prover sistema único universal, igualitário, com equidade e na integralidade para as pessoas. Agora, se o ministro ou qualquer outra pessoa achar que é impossível fazer isso, então que essas pessoas proponham projetos pra mudar a Constituição”, avaliou.

Em entrevista ao Jornal Opção, o secretário de Saúde de Goiânia lamentou que a indicação para o cargo de titular do Ministério da Saúde tenha sido feita por indicação de cota de partido. “O ideal seria uma indicação mais técnica, uma pessoa da área”, pontuou. O novo ministro, Ricardo Barros, é engenheiro e deputado federal pelo PP.

“Acredito que a área da Saúde tem uma série de programas que já estão em andamento e o ministro terá que se informar o mais rápido possível para conhecer esses projetos. Ele mesmo sabe que não vai ter mais recursos para as áreas de investimentos e até mesmo para custeio de algumas ações de atenção básica e até mesmo de atividade hospitalar. Serão decisões muito críticas que ele terá que tomar, então espero que esteja cercado por uma boa equipe técnica para não ‘meter os pés pelas mãos'”, avaliou Fernando Machado.

Ainda segundo o secretário, a Saúde é uma das áreas que mais pode sofrer com os cortes de recursos do Governo, o que afeta a qualidade do serviço prestado: “A nossa torcida é para que ele dê certo no cargo, que seja proativo em relação à projetos para a Saúde. Hoje a área sofre com a escassez de recursos e de bons projetos que traga mais qualidade para a população brasileira. Precisamos é de pessoas com competência para tocar esse processo”. (Com Alexandre Parrode)

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