Norte e Centro-Oeste têm apresentado recuperações econômicas mais acentuadas, aponta BC

Flexibilização das medidas de restrição da pandemia e retomada do consumo por parte das famílias brasileiras são alguns dos fatores responsáveis pela melhora 

Regiões Norte e Centro-Oeste apresentam os maiores Índices de Atividade Econômica Regional (IBCR) de acordo com boletim do Banco Central. | Arte: Banco Central do Brasil.

Dados divulgados nesta quinta-feira, 26, pelo Banco Central (BC) por meio do chamado Boletim Regional, evidenciam que as regiões Norte e Centro-Oeste do Brasil estão registrando recuperações econômicas mais intensas do que aquelas que estão sendo observadas em outras partes do país. 

A retomada do consumo das famílias e o aumento das vendas do comércio após a flexibilização das medidas impostas pela pandemia de coronavírus, são alguns dos fatores responsáveis pela intensidade da recuperação econômica. 

De acordo com o BC, a região Norte foi a primeira a sentir os impactos da pandemia e por isso também pôde ser a primeira a se reestruturar, a fim de alcançar melhores índices de recuperação econômica. O Índice de Atividade Econômica Regional (IBCR) do Norte foi de 2,4%, enquanto o do Centro-Oeste foi de 1,9%.

No entanto, o boletim divulgado pelo BC ainda evidenciou que o setor industrial brasileiro apresentou uma retração em sua produção na última avaliação trimestral.

Região Centro-Oeste

O crescimento da região Centro-Oeste foi impulsionado pelo comércio, pela construção civil e também pelo agronegócio e aumento de exportações. O bom desempenho no setor dos produtos agropecuários acaba por fazer com que outras demandas sejam geradas e a economia possa ser melhor estimulada através de serviços de transportes, comércios e construções, por exemplo. 

De acordo com o Banco Central, o estado de Goiás figura nas listas dos maiores produtores de soja, milho e também de cana-de-açúcar, principais lavouras que garantem bons rendimentos ao Brasil.

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