Normativas da telemedicina no Brasil serão discutidas nos próximos 60 dias

CFM abriu prazo para receber novas contribuições e aprimorar mudanças previstas para o atendimento à distância

Foto: Divulgação

A resolução 2.227/2018 do Conselho Federal de Medicina (CFM), que modifica critérios sobre a prática da telemedicina no Brasil, continuará no centro dos debates pelos próximos 60 dias. As atualizações da normativa têm gerado inúmeras polêmicas nos bastidores da medicina brasileira e, por este motivo, o Conselho abriu um prazo para recebimento de novas contribuições e aprimoramento das ideias que irão guiar a relação entre as atividades médicas e a tecnologia.

Recentemente, a diretoria do Conselho se reuniu com presidentes dos Conselhos Regionais de Medicina (CRMs) de todo o País, em Brasília. O encontro foi oportuno para exposição de ideias e esclarecimento das práticas que irão pautar cada uma das atualizações que serão feitas na telemedicina brasileira.

Se tudo ocorrer conforme o esperado, a nova norma entrará em vigor no mês de maio deste ano. Apesar de se tratar de uma prática comum em outros países, no Brasil, é tida como uma revolução no atendimento da saúde pública.

Caso seja implantada, a telemedicina atuará de maneira a realizar consultas online, telediagnóstico e até telecirurgia. O CFM argumenta que as mudanças serão substanciais desde que utilizadas com plena obediência às recomendações pelos profissionais envolvidos, bem como pacientes.

Mesmo diante da evolução tecnológica e o aperfeiçoamento das plataformas digitais, mudanças de paradigmas seguem encardas com receio pelos brasileiros. Sendo assim, o Conselho pretende, neste prazo, receber contribuições que possam aprimorar ainda mais as alterações já debatidas anteriormente.

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