Goiânia tem 43 gameleiras mapeadas, mas número pode estar desatualizado há quase 20 anos
21 setembro 2026 às 14h17

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A Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma) informou que, no último levantamento do Plano Diretor de Arborização Urbana (PDAU), Goiânia contava com 950 mil árvores em vias urbanas, dentro desse total, 43 eram gameleiras. A agência ressaltou que, desde então, a cidade se expandiu, enquanto alguns exemplares de gameleiras caíram ou foram retirados.
A legislação do PDAU foi atualizada em 2024, entretanto a Amma informa que não foi realizada outra contagem de árvores desde 2007. Na época, foram mapeados 70 bairros, enquanto atualmente, há 700 na Capital. Nessa atual gestão de Sandro Mabel, apenas uma gameleira foi retirada na Avenida Araguaia e na gestão anterior outra foi retirada na rua 143, no setor Marista.
Apesar da defasagem do inventário geral de arborização, que não é atualizado desde 2007, a revisão do Plano Diretor de Arborização Urbana (PDAU), em 2024, estabeleceu critérios técnicos para o manejo de gameleiras e de outras espécies na capital. A legislação prevê a substituição não apenas de Fícus/Gameleiras (Ficus sp.), devido ao sistema radicular considerado agressivo e invasor, e de Mongubas (Pachira aquatica), mas também de outras árvores que podem representar riscos à infraestrutura urbana, à saúde pública ou à fauna.
Entre os fatores considerados pelo plano estão a suscetibilidade a pragas e doenças e a fragilidade estrutural de determinadas espécies. A Sibipiruna, por exemplo, é apontada como vulnerável ao ataque de cupins. Já o Flamboyant apresenta sistema radicular superficial e agressivo, capaz de provocar danos a calçadas, redes e edificações.
O PDAU também estabelece cuidados para espécies que apresentam riscos específicos, como aquelas com princípios tóxicos — entre elas o Flamboyanzinho, a Espirradeira e o Nim — ou que produzem frutos grandes e carnosos, como a Dilênia, conhecida como maçã-de-elefante, e a Mangueira. Para reduzir a possibilidade de acidentes e danos à infraestrutura, a Amma orienta que o plantio em calçadas siga as diretrizes do plano, com prioridade para espécies nativas do Cerrado e adequadas às características de cada espaço urbano.


