Após queda de galho, prefeitura aguarda autorização do MP para retirar gameleiras da Praça da Cirrose
21 setembro 2026 às 13h04

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A Prefeitura de Goiânia irá sinalizar com alerta de risco de queda a área da Praça da Cirrose, no Setor Oeste, após a queda de um galho de grande porte de uma das gameleiras do local. A informação foi dada nesta segunda-feira, 21, pela bióloga e analista da Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma), Wanessa de Castro.
A sinalização será provisória. Segundo Wanessa, a Amma aguarda autorização do Ministério Público para retirar as árvores condenadas por laudo técnico. “Uma poda resolve? Não, porque a falha dela é estrutural. Então, mesmo que você pode, o tronco dela vai falhar e vai abrir”, explicou.
A praça possui quatro gameleiras. Duas foram consideradas condenadas pelo laudo da Amma e apresentam risco iminente de queda. As outras duas precisam passar por poda. Segundo Wanessa, as árvores condenadas apresentam sinais de comprometimento estrutural, como o desprendimento de galhos, ocuidade e rachaduras no tronco.

A analista afirmou que o laudo que condenou as duas árvores foi elaborado e assinado por sete especialistas. Segundo ela, a prioridade da Amma neste momento é sinalizar a área enquanto o pedido de retirada é analisado pelo Ministério Público.
“A nossa ação aqui é para poder sinalizar, enquanto essa análise no Ministério Público não saia, para preservar a vida das pessoas”, disse.
Wanessa também explicou que o Plano Diretor de Arborização Urbana de Goiânia começou a ser elaborado em 2007. Segundo ela, árvores plantadas antes desse período não necessariamente seguiram os critérios técnicos adotados atualmente. As gameleiras da Praça da Cirrose estão entre esses exemplares.
A intenção da Amma é substituir as árvores condenadas por espécies que ofereçam sombra, mas apresentem menor risco à população.

Durante a visita ao local, o morador Ênio Magalhães pediu à analista que a poda das árvores que ainda podem ser preservadas seja feita antes do início do período chuvoso.
“Olha aqui embaixo da gameleira. Esse cabo de 13 mil volts, que vai para o transformador, que transforma para 220, vai para os prédios. Se esses cabos romperem, eles saem chicoteando e matando pessoas e queimando carros. Tem que podar logo, antes que a chuva chegue”, afirmou.
A reportagem procurou o Ministério Público de Goiás para saber sobre a análise do pedido de retirada das árvores, mas não recebeu resposta até a publicação.
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