No mês de prevenção ao suicídio, saiba a importância dos cuidados com saúde mental

Especialista indica como se cuidar e cuidar do outro 

Foto: Agëncia Brasil

Setembro amarelo é uma campanha que, desde 2014, promove a conscientização sobre a prevenção do suicídio no Brasil. Prestar atenção em alguns sintomas e oferecer ajuda pode salvar uma vida. Segundo a Organização Mundial de Saúde, em 90% dos casos, há maneiras de se evitar o pior.

Diante de inúmeras pesquisas que apontam números crescentes de pessoas com depressão e ansiedade, os dados alarmantes chamam a atenção urgente para que pessoas e profissionais cuidem esse aspecto.

Neste 1º dia da campanha, o Jornal Opção conversou com uma especialista para entender a importância dos cuidados com a saúde mental. De acordo com a professora Camila Caixeta, que é da Faculdade de Enfermagem com área de atuação em saúde mental na Universidade Federal de Goiás (UFG), a mente e o bem-estar da mesma influenciam diretamente no bem-estar físico, o que implica em boas questões sociais, econômicas (força de trabalho) e nos relacionamentos.

“Quando cuidamos da saúde mental, nossos relacionamentos, sejam eles quais sejam, se tornam mais saudáveis. Esses cuidados auxiliam na proteção para adoecimentos tanto físicos quanto mentais”, explicou.

A prática de exercícios físicos é um exemplo disso. Ao se exercitar, além de cuidados com o corpo, há uma produção de substâncias orgânicas que influenciam diretamente no nosso controle mental.

Os profissionais de saúde, portanto, precisam estar preparados para esse tipo de cuidado. “Na verdade, todo profissional de saúde deve desenvolver competências para lidar com a saúde mental das pessoas que ele cuida”, alerta a especialista.

Isso é desenvolvido por meio de conhecimento, através de relacionamento interpessoal e na capacidade de ouvir. “É fundamental estudar, desenvolver habilidades e, principalmente, saber ouvir. É um conjunto de fatores”, orienta.

Dicas

Para os pacientes, o cuidado com a saúde mental inicia no autoconhecimento. “A partir do momento que se conhece a si mesmo, é possível perceber rapidamente quando algo não está legal. Quando há mudança no sono, irritabilidade, apetite, por exemplo, a pessoa já tem condição de identificar a mudança e, então, fica mais fácil procurar ajuda”, diz Camila.

O segundo ponto é a aceitação, já que o adoecimento mental pode acometer qualquer pessoa. De acordo com a especialista, a quebra do estigma e preconceito com terapias e profissionais da área é muito importante.

Por fim, é preciso falar sobre, seja com amigo, com a família, com os colegas de trabalho. “Conversar ajuda a entender o problema e dá orientações para quem pode ajudar”, finaliza.

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