No Centro-Oeste e TO, três Estados tiveram governadores eleitos

Votações em Goiás, Mato Grosso e Tocantins decidiram os próximos governantes. Disputas no Distrito Federal e Mato Grosso do Sul seguem até o dia 28

Ronaldo Caiado (DEM), Mauro Carlesse (PHS) e Mauro Mendes (DEM) comemoraram suas vitórias nas urnas no domingo (7/10) | Fotos: Divulgação

A noite de domingo (7/10) mostrou que nos Estados do Centro-Oeste, Distrito Federal e Tocantins, apenas um governador conseguiu se reeleger no primeiro turno. Mauro Carlesse (PHS) recebeu 404.484 votos do eleitorado tocantinense e chegou a 57,39% da votação válida. O resultado da reeleição de Carlesse foi confirmada às 18h38 pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

É a segunda disputa eleitoral vencida pelo candidato do PHS em 2018. Além das eleições de outubro, o governador do Tocantins saiu vitorioso da disputa suplementar no dia 24 de junho. Nas eleições deste domingo, Carlesse venceu em um cenário que o ex-prefeito de Palmas Carlos Amastha (PSB) teve um bom desempenho nas urnas, com 31,19% dos votos válidos – 219.842 votos.

Em Goiás, o senador Ronaldo Caiado (DEM) confirmou a expectativa levantada pelas pesquisas de intenções de votos e foi eleito no primeiro turno com 59,73% dos votos válidos. Os 1.773.185 eleitores que votaram no democrata fizeram com que Caiado derrotasse o candidato a reeleição, José Eliton (PSDB), já na votação inicial de 7 de outubro.

O tucano chegou apenas na terceira colocação, nos 13,73% válidos e 407.507 votos. José Eliton ficou atrás do deputado federal Daniel Vilela (MDB), que recebeu 479.180 votos, o que representa 16,14% da votação válida. Ao contrário de 1994, quando não conseguiu chegar ao segundo turno, Caiado sai vitorioso já no primeiro turno em 2018.

O terceiro candidato eleito no primeiro turno nos Estados do Centro-Oeste e Tocantins foi Mauro Mendes (DEM). O democrata venceu as eleições estaduais no Mato Grosso com 58,69% dos votos válidos, sendo o escolhido por 840.094 eleitores mato-grossenses.

Na disputa com o governador Pedro Taques (PSDB), que buscava a reeleição, Mendes superou o atual ocupante do cargo. O tucano, assim como aconteceu em Goiás, terminou a disputa no terceiro lugar, com 19% válidos vindos de um total de 271.952 votos. Taques ficou atrás também de Wellington Fagundes (PR), que obteve 19,56% da votação válida e chegou a 280.055 votos.

Segundo turno

No Mato Grosso do Sul, o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) vai ao segundo turno com o juiz Odilon de Oliveira (PDT), enquanto no DF a corrida final será entre Ibaneis Rocha e Rodrigo Rollemberg (PSB) | Fotos: Divulgação

No Mato Grosso do Sul, o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) conseguiu terminar a corrida no primeiro lugar. Com 576.993 votos no primeiro turno, o candidato a reeleição chegou a 44,61% da votação válida. A disputa do segundo turno será com o juiz Odilon de Oliveira (PDT), que recebeu 408.969 votos e atingiu 31,62% na contagem válida.

Entre os Estados do Centro-Oeste, Distrito Federal e Tocantins, apenas Azambuja permanece na disputa entre os governadores tucanos. O chefe do Executivo do Mato Grosso do Sul contrariou a lógica que prevaleceu em Goiás e Mato Grosso, com derrotas de José Eliton e Pedro Taques no primeiro turno.

O cenário de segundo turno no Distrito Federal mostra que o governador também permanece na busca pela reeleição, mas chega na etapa final em desvantagem. É a única eleição na região que teve um candidato do PSDB, onde o partido apoiou o concorrente do DEM, Alberto Fraga, que terminou no sexto lugar com 5,88% dos votos válidos, escolhido por apenas 88.840 eleitores.

Rodrigo Rollemberg (PSB), governador e candidato a reeleição, chegou a 13,94% com 210.510 votos. O pessebista terminou o primeiro turno no segundo lugar. Na frente dele apareceu o emedebista Ibaneis Rocha, que é ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil Seção Distrito Federal (OAB-DF) e conselheiro federal da entidade.

Ibaneis atingiu 41,97% dos votos válidos. O concorrente do MDB recebeu 634.008 votos. A distância entre Ibaneis e Rollemberg no primeiro turno foi de 28,03 pontos percentuais, com uma diferença de 423.498 votos. É uma grande vantagem que separa os candidatos do MDB e do PSB até o dia 28 de outubro, quando os eleitores do Distrito Federal voltarão às urnas para decidir quem será seu governador a partir de 1º de janeiro de 2019.

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