No Brasil, nascimento prematuro afeta 340 mil bebês por ano

O país é o décimo lugar onde mais acontecem nascimentos prematuros

Nesta quarta-feira, 17, é o Dia Mundial da Prematuridade. A data traz à tona discussões acerca do assunto, além de dados importantes. Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil é o décimo país onde mais acontecem nascimentos prematuros. Ao todo, o problema afeta cerca de 340 mil crianças por ano, número que equivale a 931 partos por dia.

A prematuridade do parto é um fenômeno que atinge cerca de 15 milhões de crianças por ano em todo o mundo, sendo o Brasil um dos países que configuram no ranking dos lugares onde isso acontece com muita frequência. O “Novembro Roxo”, como é conhecido o mês da concientização dessa questão, serve para trazer à tona a importância de se discutir os efeitos do nascimento prematuro na vida do bebê, da família e, consequentemente, na sociedade.

Na maioria dos casos, o parto prematuro (que acontece antes das 37 semanas) pode ser prevenido com o acompanhamento pré-natal adequado e iniciado precocemente. É nesse período que os diagnósticos de doenças maternas ou fetais são realizados a fim de tentar evitar o problema.

“O nascimento antes da hora é uma situação que causa muito medo e ansiedade entre a família, especialmente os pais. Por isso, além de toda a assistência na UTI e o acompanhamento multiprofissional para o bebê, é preciso também acolher e apoiar a família que passa pela situação”, diz a presidente da Sociedade Goiana de Pediatria (SGP), Marise Tofoli.

Segundo uma pesquisa realizada pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), o valor médio da internação de pacientes nascidos com menos de um quilo é de US $8.930,00. Além do alto custo, a separação entre o filho e os pais levanta outra questão. Por isso, o slogan da campanha para 2021 é “Separação Zero: aja agora! Mantenha pais e bebês prematuros juntos”.

“Pai e mãe que passam por uma internação em UTI neonatal são comparados a soldados que participaram de uma guerra de tão traumática que é essa internação. E vão além das questões que a prematuridade provoca. Os impactos do nascimento de um bebê prematuro vão muito além do que as sequelas de saúde podem causar. Ela traz um trauma psicológico para as famílias”, afirma a enfermeira neonatal e vice-diretora executiva da ONG Prematuridade.com, Aline Hennemann. Segundo ela, o contato entre a mãe e o filho é fundamental para a recuperação da criança.

Para a pediatra Tofoli, o Novembro Roxo é uma boa oportunidade para se discurtir políticas públicas que promovam a prevenção, o tratamento médico adequado e atenção psicológica aos familiares dos prematuros.

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