O novo presidente da Câmara Municipal de Goiânia, Thialu Guiotti (Avante), afirmou que o apoio do prefeito Sandro Mabel (União Brasil) foi de extrema importância para sua eleição. Apesar da proximidade entre os dois, ressaltou que sua atuação será voltada à defesa das prerrogativas do Legislativo.

Thialu também destacou que a construção de uma base de apoio na Câmara deve depender da capacidade de articulação e dos resultados da administração municipal, e não exclusivamente da relação do prefeito com o presidente da Casa.

“O prefeito Sandro Mabel é meu amigo, é um prefeito em quem eu confio, é um prefeito que eu não tenho dúvida alguma de que entregará uma das melhores gestões da história de Goiânia. Agora, eu sou presidente do Poder Legislativo, eu não sou aqui um defensor da Prefeitura, eu sou defensor dos vereadores que estão aqui para legislar e fiscalizar”, destacou.

Além disso, afirmou que trabalhará para garantir liberdade de atuação aos parlamentares, independentemente do posicionamento político de cada um.

“A minha intenção é dar voz e autonomia a todos os vereadores. É muito mais o prefeito conquistar uma base sólida do que simplesmente ter um presidente que vai fazer ponte. A ponte, quem vai dizer mais, é o trabalho do prefeito Sandro Mabel”, reforçou.

“Show de democracia”

Para Thialu, o resultado unânime da eleição demonstra maturidade política entre os parlamentares. Segundo o novo presidente, a escolha por unanimidade é um acontecimento pouco frequente na história do Legislativo municipal. Ele também reconheceu a atuação do então presidente Romário Policarpo (Cidadania) e do vereador Anselmo Pereira (MDB) durante as articulações.

“Ser eleito presidente da Câmara Municipal por unanimidade não é uma tarefa fácil. Isso ocorreu, se eu não estiver enganado, acho que é a terceira vez que acontece na história de Goiânia. Mas, repito, isso mostra maturidade.”

O vereador também aposta na continuidade do trabalho desenvolvido por Romário Policarpo, que presidiu a Casa por quatro mandatos consecutivos. No entanto, reforçou que pretende ampliar as ações administrativas e institucionais da Câmara.

“O que muda é que eu tenho uma responsabilidade gigante, não só de manter tudo aquilo que já foi construído pelo presidente Romário Policarpo, mas uma missão enorme de poder ampliar, de poder fazer mais e melhor. Eu tive uma boa escola e a minha obrigação é poder trabalhar ainda mais.”

Thialu negou que sua candidatura tenha surgido em decorrência da ida de Policarpo para a Assembleia Legislativa de Goiás (Alego). Segundo ele, mesmo que o antecessor permanecesse como vereador, não poderia disputar um novo mandato na presidência em razão das mudanças nas regras de eleição da Mesa Diretora.

“O Policarpo está no Guinness Book. Não vai ter outro depois dele. O Policarpo é imortal. Quatro vezes presidente do Poder Legislativo, a lei já mudou, não pode mais ser dessa forma. Mesmo que ele permanecesse vereador, ele não poderia ser candidato a presidente do Poder Legislativo”, afirmou.

Relação com a base e a oposição

Em relação aos parlamentares de oposição, Thialu garantiu que pretende assegurar liberdade de manifestação e atuação a todos os integrantes da Câmara. Segundo ele, a presidência não será utilizada para restringir posicionamentos contrários à administração municipal.

“Eu sou o presidente da Casa, eu não tenho a mordaça na boca de ninguém. Eu quero trabalhar principalmente para isso, para que os vereadores tenham a liberdade de defender as suas bandeiras, independentemente de ser base ou de ser oposição”, afirmou.

Por fim, Thialu afirmou que pretende fortalecer institucionalmente o Legislativo municipal. Segundo ele, a Câmara precisa ampliar a divulgação de suas atividades e demonstrar à população a importância do trabalho desenvolvido pelos vereadores.

Na avaliação do presidente, o Legislativo costuma receber críticas sem que a sociedade tenha pleno conhecimento de suas atribuições, como a elaboração de leis e a fiscalização do Executivo.

“Eu falo blindar no sentido de dar força ao vereador para que ele demonstre isso à sociedade. Porque, às vezes, a sociedade não tem o conhecimento que deveria ter do Poder Legislativo. O que o vereador faz, as leis sendo aprovadas? Então, a minha intenção é fazer com que isso reverbere na sociedade lá na ponta”, destacou.