O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que pretende receber a faixa presidencial das mãos do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), caso vença o segundo turno das eleições. A declaração foi feita neste sábado, 10, durante uma carreata em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

Em discurso sobre um trio elétrico, Flávio disse que deseja contar com a presença do pai na cerimônia de posse, marcada para janeiro de 2027. O candidato também afirmou que pretende realizar uma oração durante o evento.

“Vocês verão, no dia 6 de janeiro de 2027, na data da posse, Flavio Nantes Bolsonaro fazendo uma oração e entregando o Brasil nas mãos de Deus, e vocês verão Jair Messias Bolsonaro colocando a faixa de presidência em mim”, declarou.

A promessa ocorre em meio à situação judicial de Jair Bolsonaro, condenado em setembro de 2025 pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos e três meses de prisão por envolvimento na trama golpista.

Em setembro deste ano, a defesa do ex-presidente apresentou um pedido de revisão criminal para tentar anular a condenação. A expectativa é de que o ministro Kassio Nunes Marques, do STF, encaminhe o caso para julgamento após o segundo turno das eleições, previsto para 25 de outubro.

Antes disso, o ministro ainda deverá solicitar uma manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre os novos argumentos apresentados pelos advogados de Bolsonaro no fim de setembro.

Flávio defende redução da maioridade penal

Durante o mesmo evento, Flávio Bolsonaro também apresentou propostas para a segurança pública. Entre elas, está a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos, com o objetivo de permitir a responsabilização criminal de adolescentes a partir dessa idade pelas regras aplicáveis aos adultos.

O candidato também prometeu aumentar as penas para condenados por roubo de celulares e defendeu que presos trabalhem para ajudar a custear as despesas do sistema penitenciário.

“Menor de idade que comete crime de gente grande vai pagar como gente grande. Ladrão de celular vai ficar 8 anos preso e vai ter que trabalhar para pagar sua estadia”, afirmou.

As propostas dependeriam de mudanças na legislação brasileira e, no caso da maioridade penal, de alteração na Constituição Federal.

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