“Não se discute Pacto Federativo por falta de união dos prefeitos”, diz candidato à AGM

À frente de São Miguel do Passa Quatro pela quarta vez, Marcio Ceciliano garante ter cerca de 150 votos para a eleição de fevereiro

Marcio Ceciliano, durante entrevista ao Jornal Opção | Foto: Alexandre Parrode

Prefeito de São Miguel do Passa Quatro, Marcio Ceciliano (PSDB) quer voltar ao comando da Associação Goiana de Municípios (AGM) em 2017. Ex-presidente, o tucano defende que só haverá avanços em questões fundamentais para os municípios, como a revisão da distribuição de recursos, se os prefeitos se unirem.

“Não se discute o Pacto Federativo no Brasil por falta de união, tem faltado conscientização dos gestores. Se construirmos uma associação forte vamos lá buscar o que é nosso de direito, porque a descentralização existe e está na lei”, argumentou.

Em visita ao Jornal Opção na última sexta-feira (6/1), Marcio lamentou a maneira como gestores de todas as regiões são tratados por órgãos fiscalizatórios, como os tribunais de contas: “Hoje, um preso é mais respeitado que um prefeito.” Segundo ele, existe uma rede de proteção que atua, legitimamente, em defesa dos direitos dos detentos, mas o mesmo não acontece com sua classe.

Justamente por isso um dos três pilares da campanha, que já visitou mais de 170 cidades goianas, é o resgate da respeitabilidade. “Estamos muito expostos, vulneráveis e sujeitos a uma Justiça que prende primeiro para depois investigar. Não defendo nada errado, mas todos têm direito a ampla defesa, um julgamento justo e o princípio do contraditório”, completou.

Neste sentido, Marcio promete, caso eleito para um novo mandato à frente da AGM, reaproximar as gestões municipais do TCM (Tribunal de Contas dos Municípios de Goiás). O objetivo é garantir que recursos oriundos de convênios e parcerias não sejam perdidos por eventuais falhas durante o processo. “O acúmulo de exigências nos prejudica muito. Só que muito mais prejudicial à sociedade é ficar sem o benefício. Por isso, que sejam punidos os culpados, todos eles”, explicou.

Outro ponto defendido pelo tucano é o alto preço que em especial os pequenos municípios pagam pela burocracia: “Hoje, em São Miguel do Passa Quatro, por exemplo, se eu consigo um convênio de R$ 300 mil, tenho que pagar R$ 30 mil para conseguir executá-lo. Esse valor é o mesmo que outras cidades muito maiores, como Goiânia, pagaria se conseguisse um de R$ 30 milhões. O valor fixo prejudica demais as pequenas prefeituras. Precisamos de um peso certo para uma medida certa.”

Sem favoritismo

Paulinho Sérgio e Márcio Cecílio: são pré-candidatos ao comando da AGM | Fotos: reprodução/ Alexandre Parrode

Marcio Ceciliano disse ao Jornal Opção que admira o outro candidato, prefeito de Hidrolândia, Paulinho Sérgio (DEM), e está aberto a uma composição. “Sei da competência e disposição, Hidrolândia tem uma história antes e depois dele, mas minha experiência e vontade de servir me credenciam ao cargo.”

Ambos candidatos são aliados do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB). Apesar de estar no DEM, o jovem Paulinho tem a simpatia do Palácio das Esmeraldas e também recebeu apoio do prefeito de Sanclerlância, Itamar Leão (PSDB), que era candidato ao pleito.

Por outro lado, o tucano de São Miguel do Passa Quatro contabiliza três ex-pretensos candidatos: Issy Quinan, do PP de Vianópolis; Kelson Vilarinho, do PSD de Cachoeira Alta; e José de Sousa Cunha, o Cunha (PSDB), de Porteirão.

A eleição para a presidência da Associação Goiana de Municípios (AGM) ainda não tem data marcada, mas deve ocorrer em fevereiro.

 

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