“Não são pesquisas que vão balizar decisões do PMDB”, garante Daniel Vilela

Presidente do partido reuniu lideranças para discutir projeto para 2018 e alertou que é muito cedo para definir candidaturas

Daniel Vilela durante coletiva de imprensa | Foto: divulgação

Presidente do diretório do PMDB Goiás, o deputado federal Daniel Vilela reuniu, na manhã desta segunda-feira (26/6), prefeitos e as bancadas de parlamentares na Assembleia e no Congresso Nacional para debater o futuro do partido no estado, em especial no que diz respeito à eleição de 2018.

Pré-candidato ao governo de Goiás, o jovem sustentou, durante entrevista coletiva, que não se preocupa com resultados de pesquisas eleitorais divulgadas recentemente. Tanto no levantamento feito pelo Paraná Pesquisas (divulgado pela TV Record Goiás e pelo Jornal Opção, quanto no do Instituto Directa (da rádio Jovem Pan FM e do jornal O Hoje), ele aparece atrás do senador Ronaldo Caiado, do DEM, também pré-candidato da oposição a governador.

“Essas pesquisas retratam o momento, a eleição está muito distante. Se pesquisa ganhasse eleição, estaríamos no governo, porque sempre saímos na frente. É a dinâmica que decide o resultado, o perfil do candidato, os projetos, as ideias. Então, não há muito o que falar sobre isso”, explicou o deputado, que emendou: “Não são pesquisas [de intenção de voto] que vão balizar as decisões do PMDB.”

Inclusive, citou o caso do prefeito de Aparecida de Goiânia, Gustavo Mendanha, que começou a disputa eleitoral de 2016 desconhecido por mais de 65% da população e com apenas 2% de inteção de voto. Foi eleito em primeiro turno com mais de 60% dos votos válidos.

Justamente por isso, para Daniel, o mais importante agora é ouvir os correligionários, dando oportunidade para que os líderes se manifestem, conversem e, assim, construam o caminho para 2018.

“Só tem um ponto que é consenso geral: a necessidade de se promover alianças. Digo e repito que não há nenhum presidente de partido que tem conversado mais com outros partidos do que nós do PMDB. Com o PSD, o PTB, de Jovair Arantes, o DEM, do senador Caiado, o PT, de Rubens Otoni e Antônio Gomide, fui ontem ao aniversário do senador Wilder Morais (PP). Enfim, é uma responsabilidade minha, tenho feito isso não como pré-candidato, mas como presidente do partido”, contou.

No entanto, mesmo que esteja em constante contato com outras legendas, o presidente peemedebista reconheceu que uma definição, inclusive, das alianças só no ano que vem. “É impossível querer antecipar qualquer coisa. Se ocorrer, será anormal. Definições só ocorrem no ano que vem, mas é preciso exaurir o debate, estabelecer relações, pontes e ampliar o rol de partidos e pessoas que queiram construir um novo projeto para Goiás”, argumentou.

Mesma língua

Casal Iris ao lado de Daniel e Maguito Vilela: falando a mesma língua | Foto: divulgação

Daniel Vilela nega que haja descompasso entre os posicionamentos de seu pai, Maguito Vilela (ex-prefeito de Aparecida de Goiânia), que defende abertamente o filho como “o” pré-candidato do PMDB, e de Iris Rezende (prefeito de Goiânia), que afirmou que ainda não se pode falar em um nome para 2018.

“Iris tem suas responsabilidades administrativas, acho que o momento de posicionamento político dele é durante a corrida eleitoral. Ele não é pré-candidato a nada, é um líder, manifestou internamente seu amor pelo partido e qual for a decisão estará ao lado. Não vejo divergência. É um homem com experiência, precisamos dele próximo ao partido e contribuindo com nosso sucesso”, rebateu.

O encontro do PMDB foi realizado em Goiânia, no Hotel AlphaPark, e contou com a presença de 28 dos 41 prefeitos eleitos pelo PMDB, bem como deputados estaduais e federais.

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