Ante a maior crise da história do Brasil, governador de Goiás elenca ações que tem desenvolvido e garante que gestão não está parada

Governador Marconi em palestra na Brazil Conference | Foto: Marcos Villas Boas
Governador Marconi em palestra na Brazil Conference | Foto: Marcos Villas Boas

Manter o funcionamento adequado da administração por um ano e meio durante uma crise nacional pior que a Depressão norte-americana de 1929 tem sido a luta diária da administração, afirma o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB).

Em um cenário de fechamento de empresas, arrecadação em queda livre e 11 milhões de desempregados no País, em Goiás, o governo defende esforços nos ajustes fiscais para garantir a folha de pagamento em dia e os serviços essenciais, como Saúde, Educação e Segurança Pública.

“É preciso todo mundo dar as mãos para que o Brasil volte a um status de crescimento, saia dessa estagnação que prejudica todo mundo, que leva todo mundo para o buraco”, argumentou o governador nesta terça-feira (3/5).

“Nós temos tido dificuldades porque, com a crise, com a retração econômica, os cidadãos compram menos, consomem menos. Consequentemente, temos menos impostos”, explicou.

Apenas nos dois primeiros meses deste ano, o Estado registrou queda de 26% na arrecadação de ICMS no varejo, 10% a menos no consumo de energia. Como resultado, houve redução da arrecadação. “Quando isso ocorre, não há forma de conseguir manter a previsibilidade do planejamento em relação às despesas e as receitas do Estado”, avaliou.

É o caso do custeio dos hospitais do Estado, que consome quase R$ 80 milhões por mês. “É preciso ter dinheiro para a gente pagar este custeio, senão os hospitais não vão funcionar. Eles são indispensáveis para a vida das pessoas”, afirmou o governador.

Rodovias
Outra área sensível, que tem demandado recursos, são as rodovias, que necessitam de manutenção e conserva permanentes, para que os investimentos não se percam no tempo.

“Só para as rodovias, nós conseguimos para este ano R$ 260 milhões. E já estão sendo investidos”, garantiu. Hoje, diversas frentes de trabalho atuam em 22 mil quilômetros de rodovias.

“Conseguir R$ 260 milhões em um tempo de crise para manutenção de rodovias é algo muito relevante. E nós estamos conseguindo recursos para outras áreas também”, acrescentou. “Não só Goiás como os outros Estados têm conseguido recursos para investimentos através de operações de crédito e através de privatizações.” Nesse aspecto, uma das expectativas é a privatização da Celg.

Marconi lembrou que tem feito notificações ao Ministério de Minas e Energia ao Ministério de Minas e Energia, Ministério do Desenvolvimento, falando da situação da Celg, da demora em relação à publicação do edital e a privatização. “Enviei cópias dessas notificações ao presidente do BNDES, ao presidente da Eletrobrás e à presidente Dilma”, informou.

Mas nada deve ser resolvido antes do desfecho do impeachment da presidente Dilma Rousseff no Senado. “Não adianta conversar com ninguém agora. Nem com a equipe da Dilma, nem com a do Temer porque esse assunto não vai ser resolvido agora”, descartou Marconi.

Obras
O governador disse que estão em fase final obras como Estádio Olímpico, com 93% dos trabalhos executados; o laboratório do Centro de Excelência, com 95%; o Centro de Convenções de Anápolis, com 79%.

Na Segurança Pública, o esforço concentrado tem gerado resultados satisfatórios para o governo. “Os indicadores melhoraram muito”, avalia. Relatórios de homicídios, por exemplo, mostram que a tendência de queda foi geral nos primeiros quatro meses do ano, em todas as regiões.

“Com o chamamento agora de mais policiais da Polícia Técnico Científica, com a biometria, creio que vamos avançar mais ainda”, previu Marconi. “Vamos ter um banco de dados biométricos, um banco de dados de DNA e isso vai facilitar muito nas apurações em relação a crimes”, acrescentou.

Os concursos da Segurança Pública também estão em andamento. Serão 3,5 mil policiais novos, que estarão nas ruas a partir de 2017. Desses 2,5 mil vão para a Polícia Militar, 500 para a Polícia Civil, o restante para os Bombeiros e o Procon. “Na medida do possível e considerando a realidade econômica do País, do Estado, nós estamos avançando”, arrematou Marconi.