Na fila por cirurgia, homem corre risco de perder o pé em Ciams de Goiânia

Paciente diabético sofre há 10 dias com ferida aberta. Infecção pode se espalhar para outras parte do corpo

Há 10 dias, o lanterneiro Altino Rosa dos Santos, de 67 anos, está internado na emergência do Centro Integrado de Atenção Médico Sanitária (Ciams) do Novo Horizonte aguarda transferência para realizar uma cirurgia no pé esquedo.

Neste período, o que era uma ferimento pequeno causado por um prego, se tornou uma ferida infecciosa por conta do quadro de diabetes do paciente. Segundo a família, os médicos dizem que a infecção pode levar até mesmo a amputação do pé esquerdo, caso não seja tratada cirurgicamente.

Segundo a família de Seu Altino, os médicos do próprio Ciams disseram que ele precisa de exames mais detalhados para saber a dimensão da infecção. “O que eles podem diagnosticar é que é uma ferida infecciosa, mas alertam que se a infecção tiver atingido os ossos ou a corrente sanguínea, ele corre o risco de perder o pé ou até mesmo morrer”, desabafa Cyntya Ytalo, sobrinha do paciente.

“Estamos desesperados, já há 10 dias nessa agonia. A situação dele é precária pois está com uma ferida aberta, necrosada. Ele sente muita dor e temos medo do que pode acontecer. Todos os dias, a resposta que recebemos é de que ‘hoje sai a vaga’, mas esse dia nunca chega. Estamos correndo atrás de todas as possibilidades que podemos para evitar o pior”, disse a sobrinha que relatou já ter procurado da Defensoria Pública e o Ministério Público do Estado.

Em resposta à reportagem, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), por meio de assessoria de imprensa, confirmou que o paciente está na fila da regulação aguardando vaga para receber atendimento especializado em outra unidade.

“A Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia (SMS) informa que as informações do paciente Altino Rosa dos Santos foram repassadas para a Central de Regulação de Vagas, que busca ativamente atendimento especializado para ele. Enquanto isso, a SMS destaca que o senhor recebe assistência no Ciams Novo Horizonte”, diz o posicionamento do órgão municipal.

Segundo Cyntya, no Novo Horizonte os médicos fazem avaliação diária da ferida e trocam o curativo periodicamente. Mas a transferência o quanto antes é essencial para que seu Altino não sofra consequências mais graves. “Não podemos reclamar do atendimento no Ciams, porque eles fazem o que podem. Mas o atendimento lá é clínico e o caso do meu tio é cirúrgico. Não podemos mais esperar”, pontuou.

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