Na contramão da nota técnica da diretoria, maioria dos deputados estaduais decidem manter sessões híbridas

Proposta derrotada previa que a Assembleia Legislativa fosse toda fechada, inclusive administrativamente, por pelo menos 15 dias, com as sessões voltando a ser 100% remotas

Antes de iniciar a sessão ordinária híbrida nesta quarta-feira, 17, na Assembleia Legislativa de Goiás, o presidente Lissauer Vieira (PSB), baseado em nota técnica do diretoria de saúde da Casa, propôs aos deputados que a Assembleia fosse fechada administrativamente por pelo menos 15 dias, em função do agravamento da pandemia da Covid-19.

Com 18 votos favoráveis e 10 contrários, os deputados estaduais decidiram que as sessões ordinárias continuarão sendo realizadas de maneira híbrida, com os gabinetes sendo fechados, mas a parte administrativa seguindo aberta.

A proposta derrotada previa que a Assembleia Legislativa fosse toda fechada, inclusive administrativamente, por pelo menos 15 dias, com as sessões no período vespertino voltando a ser 100% remotas. 

O modelo de sessão híbrida, com parte dos parlamentares presentes de forma presencial e outra participando das sessões diretamente de forma virtual pelo sistema remoto, foi implantado no final de agosto de 2020.

Discussão

Durante a votação da nova proposta, a deputado Álvaro Guimarães (DEM) se posicionou favorável ao retorno das sessões  remotas. “A hora que todos nós estivermos vacinados [contra a Covid-19] vamos voltar, com as galerias lotadas. Mas nesse momento não temos outra saída a não ser aceitar essa proposta de resguardar, de salvar vidas .Não há nenhum prejuízo para este parlamento e para o estado”, destacou.

Da mesma maneira, a deputada Adriana Accorsi (PT) votou pelo fechamento da Assembleia Legislativa. “Acredito que a situação é muito grave. Goiás é um dos estados em alta na contaminação e na mortalidade. Nós devemos dar o exemplo. A Assembleia é um local onde circula muitas pessoas de todo o estado e se nós mantivemos o funcionamento normal vamos contribuir para a contaminação de várias pessoas”, frisou.

Já os deputados Amauri Ribeiro (Patriota), Lêda Borges (PSDB), Gustavo Sebba (PSDB), Karlos Cabral (PDT) e Humberto Teódilo (PSL) destacaram durante suas falas pela manutenção das sessões híbridas. “Eu vejo deputados que não participam da sessão presencial rodando o estado, então, não justifica argumentarem que não vão estar presentes por causa do perigo da Covid-19. O trabalho presencial é melhor desenvolvido de forma presencial neste parlamento”, opinou.

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