MPGO deve apresentar denúncia sobre desvio de verbas no Mutirama em dez dias

Segundo investigações, fraude aconteceu na venda de ingressos e pode ter gerado prejuízo de R$ 3 milhões

O Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) deve apresentar denúncia sobre o desvio de verbas no Parque Mutirama em até dez dias, segundo apurou o Jornal Opção.

A operação, que foi batizada de Multigrana, já teve duas fases e pode ter causado um prejuízo de aproximadamente R$ 3 milhões aos cofres públicos.

As investigações indicam que a organização criminosa aproveitava-se da dificuldade de monitoramento dos valores referentes aos ingressos dos parques, pagos sempre em dinheiro nas bilheterias, e atuava de dois modos principais: caso os bilhetes já utilizados fossem descartados de forma intacta, eram reaproveitados e “vendidos” novamente.

Por outro lado, se os bilhetes fossem rasurados ou rasgados, fazia-se uma duplicação e reimpressão desse ingresso, devolvendo para o caixa, para contabilização do dinheiro a menos. Nos dois casos, os valores com a segunda venda dos ingressos ficavam com o grupo.

Estimativas iniciais apontam que a organização desviava cerca de R$ 60 mil por fim de semana de funcionamento.

Vereadores investigados

Na fase final das investigações, o MPGO ouviu seis vereadores: Welington Peixoto (PMDB), Vinícius Cirqueira (Pros), Jair Diamantino (PSDC), Kleybe Morais (PSDC), Anderson Sales (PSDC) e Zander Fábio (PEN).

Os parlamentares foram questionados sobre envolvimento no caso, principalmente se tinham contato com os investigados. Até agora, foram cumpridos quatro mandados de prisão temporária, cinco de condução coercitiva e 12 de busca e apreensão.

De acordo com o vereador Zander Fábio (PEN), ele respondeu tudo que foi questionado sobre o tema. “Não sabia de nada relacionado aos desvios”, garantiu ao Jornal Opção.

Welington Peixoto disse que foi interrogado por que seu pai Sebastião Peixoto era ex-presidente da Agência Municipal de Turismo, Eventos e Lazer de Goiânia (Agetul). “Fui chamado pelo vínculo, não me questionaram nada sobre a fraude. Fui questionado se tinha envolvimento com as pessoas presas”, finalizou.

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