MPF quer que PUC Goiás desista de suspensão e realize vestibular de Medicina

Universidade resolveu suspender processo seletivo devido à existência de uma suposta organização criminosa em seu quadro de alunos, que teria fraudado vestibular de 2015

O Ministério Público Federal em Goiás (MPF-GO) ajuizou, na última segunda-feira (27/6), uma ação civil pública em desfavor da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC Goiás). No pedido liminar, o órgão recomenda que a instituição realize novo vestibular para o curso de Medicina, no prazo máximo de 30 dias.

A unidade de ensino resolveu suspender o processo seletivo devido à existência de uma suposta organização criminosa em seu quadro de alunos. O grupo teria fraudado o vestibular realizado em novembro de 2015, ocasionando danos e insegurança para a universidade.

Na decisão liminar, o MPF sugere que a PUC Goiás, caso opte pela não realização do vestibular tradicional, utilize as notas obtidas pelos candidatos nas edições passadas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Para a procuradora da República Mariane Guimarães de Mello Oliveira, autora da ação, a não realização do vestibular e a não abertura de uma nova turma de Medicina poderá trazer sérios problemas educacionais, impactando diretamente estudantes, médicos e professores.

Ainda conforme a ação, a suspensão do processo seletivo coloca em risco o atendimento médico à população carente de Goiás, já que os estudantes de Medicina da universidade prestam atendimento à população no auxílio dos programas de ação básica em Saúde.

Em nota, o órgão lembra que chegou a se reunir, no último dia 13 de junho, com representantes da PUC Goiás e da Polícia Federal, na tentativa de um acordo que viabilizasse a realização do novo vestibular, mas não obteve sucesso.

Desde o anúncio da medida pela instituição, alunos de Medicina da PUC Goiás têm se mobilizado contra a suspensão do vestibular. Em resposta, no último dia 10 de junho, a universidade comentou as manifestações de estudantes e disse que a insatisfação causava estranheza, uma vez que os mesmos alunos “estiveram sentados e calados ao lado de colegas supostamente envolvidos na autoria ou que se beneficiaram de fraude”.

“Nunca se levantaram contra o acontecido em defesa de seu curso. Serão seus futuros colegas médicos. Contra eles, nunca levantaram publicamente nenhuma palavra de indignação ou, ao menos, de questionamento”, dizia o comunicado. (Com informações do MPF-GO)

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