MPF-GO cobra explicações após Facebook desativar rede de fake news ligada ao MBL

Rede social confirmou nesta quarta-feira (25/7) que desativou 196 páginas e 87 contas no Brasil

O Ministério Público Federal (MPF) em Goiás anunciou nesta quarta-feira (25/7) a cobrança, em caráter de urgência, de explicações do Facebook acerca da remoção de 196 páginas e 87 perfis de sua rede social.

Segundo o órgão, embora a rede social não tenha especificado oficialmente quais perfis foram removidos, informações divulgadas pela imprensa dão conta de que as páginas desativadas variavam de notícias a temas políticos, com uma abordagem claramente liberal e conservadora. Juntas, as páginas possuíam mais de meio milhão de seguidores.

A agência de notícias Reuters informou que o Facebook retirou do ar uma rede de páginas e contas usadas para divulgação de notícias falsas por membros do grupo ativista Movimento Brasil Livre (MBL). A ação integra parte dos esforços para reprimir perfis enganosos antes das eleições de outubro.

O procurador da República Ailton Benedito, que desde setembro do ano passado investiga a rede social por supostos atos de censura e bloqueio de usuários brasileiros, deu o prazo de 48h para que o Facebook envie a relação de todas as páginas e perfis removidos e a justificativa fática específica para a exclusão de cada um.

“As normas constitucionais e legais que regulam a internet no Brasil atuam sempre com vistas à liberdade de expressão, ao direito de acesso de todos à informação, ao conhecimento e à participação na vida cultural e na condução dos assuntos públicos; e a impedir a censura, bem como a discriminação dos usuários, por motivo de origem, raça, sexo, cor, idade, orientação política, entre outros, competindo ao MPF atuar nesse sentido”, esclareceu.

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Walter Garcia

Finalmente uma rede social tomou uma medida contra a desinformação e a propagação de boatos. Em nota à imprensa, o Facebook esclareceu que as “páginas e perfis faziam parte de uma rede coordenada que se ocultava com o uso de contas falsas no Facebook, e escondia das pessoas a natureza e a origem de seu conteúdo com o propósito de gerar divisão e espalhar desinformação”. A nota sugere que o Facebook considerou que páginas e perfis ligados ao MBL violavam a norma relativa a “comportamentos não autênticos coordenados” que trata de ação coordenada maliciosa — provavelmente para incentivar curtidas e… Leia mais

julio

Ministério Público como sempre na contramão da história. Ele que deveria ter denunciado as fakenews e pedido a retirada das páginas.

CONEGUNDES FILHO

Tinha que ser o Benedito…

CONEGUNDES FILHO

Tinha que ser o Ditin…