MPF começa a investigar postos de gasolina em Goiânia devido a preços abusivos

“Esse aumento de 3% foi repassado com quase 10% a mais para dentro da bomba do posto”, declara vereador Djalma Araújo, representante da denúncia

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Foto: Fernando Leite / Jornal Opção

Após a divulgação do novo preço do combustível, divulgado no dia 7 de novembro, alguns consumidores começaram a questionar se o valor correspondia com o do resto do país. A dúvida geral levou o vereador Djalma Araújo (SDD) a instaurar na última terça-feira (18/11) junto ao Ministério Público Federal em Goiás (MPF/GO) uma denúncia sobre uma possível cobrança abusiva nos preços cobrados em postos de Goiânia.

O representante e vereador salientou ao Jornal Opção Online que desde 2012 tenta registrar uma denúncia referente à prática abusiva de postos de combustíveis em Goiânia.”São preços abusivos, carterização do sistema e possível fraude nas bombas”, aponta. O político também diz que o esquema de cartéis na capital de Goiás é muito forte e que já recebeu até mesmo ameaças de morte por conta destas denúncias.

No dia 6 de novembro, a Petrobras havia divulgado os percentuais de aumento da gasolina e do diesel. A decisão de reajustar o preço dos combustíveis havia sido acertada, no dia 4 do mesmo mês, durante reunião do Conselho de Administração da estatal, mas os valores não haviam sido divulgados até então. “Esse aumento de 3% foi repassado com quase 10% a mais para dentro da bomba do posto. O aumento deveria ser em centavos, mas tem posto cobrando R$ 3,29 pela gasolina”, destaca.

Com a denúncia, o MPF deve colher as primeiras informações sobre essa possível alteração indevida nos preços. A procuradora responsável pelo Ofício da Defesa do Consumidor do órgão ministerial, Mariana Guimarães de Mello Oliveira, já requisitou as primeiras informações à Agência Nacional de Petróleo (ANP) e também ao Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de Goiás (Sindiposto).

Ambos os órgãos devem esclarecer sobre os fatos denunciados pelo MPF em até 15 dias, principalmente sobre o possível aumento de preço fora da legalidade.

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