MP-GO investiga lista com 162 carros de luxo encontrada em diocese de Formosa

Bispo e padres foram presos acusados de desvio de R$ 2 milhões por ano do dízimo pago pelos fiéis

O Ministério Público de Goiás (MP-GO) iniciou esta semana uma segunda parte da Operação Caifás, que apura desvio de R$ 2 milhões da Igreja Católica na diocese de Formosa, em Goiás. De acordo com o promotor Douglas Chegury, responsável pelo caso, uma lista com a placa de 162 carros de luxo foi encontrada durante buscas.

Em entrevista ao Jornal Opção, o promotor disse que a investigação segue duas linhas: pode ter ocorrido venda dos veículos sem a transferência da documentação por conta da isenção de impostos, ou venda efetiva em nome da Igreja, mas, neste caso, os investigados teriam receptado o dinheiro.

“Tem moto, caminhonete, carros de todos os modelos. Por enquanto, só temos as placas dos carros”, declarou. Segundo Douglas, o Departamento Estadual de Trânsito de Goiás (Detran-GO) ainda não foi notificado por conta do feriado de Semana Santa, mas um aplicativo auxiliou as investigações extra-judicialmente, no sentido de identificar o modelo dos veículos.

A partir da oficialização por parte do Departamento de Trânsito, a investigação vai permitir identificar a localização dos carros e como foi feita a venda dos mesmos.

Operação 

A Operação Caifás deflagrada no último dia 19 desarticulou uma associação criminosa suspeita de desviar dinheiro da Igreja Católica em Formosa. Uma das ações apreendeu grande quantidade de dinheiro e objetos de ouro encontrados na casa dos acusados.

Prisão

Na última sexta-feira (23) a justiça acolheu pedido do MP e decretou a prisão preventiva do bispo José Ronaldo Ribeiro, do vigário Epitácio Cardozo Pereira e dos padres Moacyr Santana, Waldson José de Melo, Mário Vieira de Brito e Tiago Wenceslau Barros Júnior, envolvidos no esquema de desvio.

O grupo cumpre a medida no presídio de Formosa, recém inaugurado. Apenas o secretário da Cúria de Formosa, Guilherme Frederico Magalhães, que estava preso temporariamente foi solto.

Após terem os pedidos de soltura negados pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), as defesas do bispo Dom José Ronaldo e do juiz eclesiástico Tiago Wenceslau entraram com pedido de habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF).

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.