MP e Dema podem investigar Prefeitura de Goiânia por derrubada de árvores

Vereador Paulo Magalhães diz que retirada foi arbitrária e configura crime ambiental

Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

O vereador Paulo Magalhães (PSD) protocola nesta segunda-feira, 15, uma denúncia na Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Meio Ambiente (Dema) e no Ministério Público (MP-GO) contra o corte de mais de 20 árvores dos canteiros centrais da Alameda João Elias, no Setor Pedro Ludovico, em Goiânia.

A retirada das árvores faz parte do projeto para implantação do Terminal Isidória provisório, que funcionará durante a reconstrução do novo terminal apropriado para o BRT. De acordo com Paulo Magalhães, a obra teve início sem que houvesse diálogo com a comunidade local sobre os impactos ambientais e no trânsito que a região sofreria.

Além disso, o vereador alega que a via em questão ficou abandonada por cerca de 11 anos e foi revitalizada com recursos dos próprios moradores. “É um absurdo destruir esse espaço. Um crime ambiental. Não vamos calar. É nosso dever procurar as autoridades competentes e resolver essa questão”, pontuou.

Paulo Magalhães solicitou ao delegado da Dema, Luziano Severino de Carvalho, e ao coordenador do CAO de Meio Ambiente, o promotor Delson Leone Júnior, a paralisação imediata da obra, até que se obtenha os devidos estudos de impacto ambiental, de vizinhança e de trânsito.

O parlamentar pede, ainda, que seja observado se existe algum Termo de Ajuste de Conduta (TAC) no que se refere à retirada das árvores, e que seja instaurado um Inquérito Civil Público, devido ao prejuízo ambiental provocado.

Na tentativa de solucionar o impasse, o vereador convocou uma audiência pública para discutir o assunto com as autoridades competentes e a população, nesta quinta-feira, 18, às 18h30, no Colégio Frei Demétrio. Outra audiência havia sido marcada para este fim, na última semana, entretanto, em decorrência das fortes chuvas, ela foi adiada. Nesse meio tempo, as árvores foram derrubadas para dar início às obras.

De acordo com secretário da Seinfra, Dolzonan da Cunha Mattos, seria inviável transferir o terminal provisório para outro lugar, como havia proposto o vereador, já que isso atrasaria as obras.

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