Caixa e o Banco do Brasil rompem com a entidade que assinou um manifesto da Fiesp pedindo medidas urgentes para o Brasil voltar a crescer e gerar empregos

Sede do Banco do Brasil, em Brasília | Foto: Adriano Machado/Reuters

Segundo a coluna de Adriana Fernandes, do jornal Estado de S. Paulo, é a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), que está rompendo com a política econômica do governo Bolsonaro e não a Caixa e o Banco do Brasil que estariam deixando-a. A entidade assinou um manifesto da Fiesp pedindo medidas urgentes para o Brasil voltar a crescer e gerar empregos.

A movimentação, expõe ainda a insatisfação diante das hostilidades entre as autoridades públicas e faz defesa de pontos básicos institucionais que garantem o bom funcionamento da economia.

De acordo com a coluna de Adriana Fernandes, do jornal  Estado de S. Paulo, o movimento já estava a caminho quando banqueiros assinaram, no início de agosto, um manifesto que conectou boa parte da elite da sociedade civil em defesa do sistema eleitoral brasileiro para dar um basta às ameaças do presidente à democracia, entre eles Pedro Moreira Salles e Roberto Setubal, do banco Itaú Unibanco, e o CEO do Credit Suisse Brasil, José Olympio Pereira.

Rompimento com a Febraban

O rompimento com a Febraban, às vésperas de manifestações marcadas pelo presidente no feriado da Independência de 7 de setembro, foi tomada porque o governo viu no manifesto da Fiesp um ato político contrário a Bolsonaro.

A saída da Caixa e do Banco do Brasil da Febraban terá consequências. O Tribunal de Contas da União (TCU), pretende ouvir dos dirigentes dos bancos as explicações. Segundo a colunista do Estado de S. Paulo, se a saída da Febraban foi aprovada pelo board dos dois bancos, todos os diretores podem ser responsabilizados na pessoa física pelo TCU com multa e até mesmo punição de ficarem inelegíveis para cargos públicos.

*Com informações da coluna de Adriana Fernandes, do jornal  Estado de S. Paulo