Movimentações indicam DEM e outras três siglas com tendência mais competitiva para eleições de 2022, avalia especialista

O processo migratório entre partidos leva em consideração atrativos de recursos e formação de base. Cientista político não descarta ascendência de partidos como o Republicanos, que constrói base em Goiânia

Governador Ronaldo Caiado, possível candidato a reeleição | Foto: divulgação

As movimentações para as eleições de 2022 podem seguir caminhos racionais. Na avaliação do cientista político, Guilherme Carvalho a montagem das chapas tende a ser feitas sobre o critério de uma racionalidade partidária, em especial das siglas que conseguiram ter bom sucesso nas eleições municipais. Os partidos como o DEM, PP,  PL e o PSD tendem a ser os mais competitivos na disputa eleitoral, sem descartar a ascendência de siglas como o Republicanos, que busca construção de base em Goiânia.

“De modo geral eu destacaria em especial o DEM, o PP, o PL relativamente, e o PSD como partidos que tendem a ser bastante competitivos ao contrário, por exemplo, do PSDB e do MDB que já vem bastante enfraquecido para a disputa. Temos o PT que sempre faz as suas cadeiras, mas é basicamente o partido inteiro trabalhando para conseguir uma ou duas cadeiras e o critério de migração segue mais por uma linha de ideológica”, avalia em entrevista ao Jornal Opção.

De acordo com o especialista, é possível notar acenos importantes de migração. “Começamos a ver acenos importantes de figuras que até então estavam em partidos oposicionistas e que tendem a migrar para partidos da situação no estado, vide o que está acontecendo no processo de migração de prefeitos do PSDB para o DEM, por exemplo. Isso mostra que o DEM vem para ser o partido mais competitivo para a eleição”, afirma.

Segundo Guilherme, um dos atrativos está principalmente na questão de recursos e na formação da base. “O governador Ronaldo Caiado consegue ser atrativo, ele detém boa parte dos recursos que são distribuídos para os municípios para financiar as políticas públicas a nível local e isso é muito atrativo”, explica.

Siglas enfraquecidas

Na análise dos cientista político, o PSDB está “extremamente enfraquecido com sérias dificuldades para a janela partidária. Por sua vez pode ser um partido competitivo se Marconi e José Eliton, por exemplo, forem candidatos, assim teriam uma boa chance de montar uma chapa maior, fazer mais votos. Porque tem uma estrutura maior, diferente de quase todo restante do partido, mesmo porque o pouco que restou, por exemplo, na Câmara está tendendo a migrar para o DEM por uma questão de racionalidade política do momento, o que tem haver com as suas bases e acesso aos recursos”, ressalta.

Ao MDB, Guilherme diz que falta um sinal de confiança. “O MDB é outro que vem extremamente enfraquecido, porque apesar do Daniel Vilela ser uma grande figura, não está claro a que ele vai ser candidato. Isso não passa um sinal de confiança para as bases daqueles que poderão integrar e participar do quociente partidário para fazer bancadas”.

“Ele e o Gustavo Mendanha seriam as figuras do MDB hoje para, por exemplo, a Câmara Federal só que o Gustavo já tem uma grande estrutura e não deixaria a prefeitura de Aparecida para ser candidato a deputado Federal e acredito que nem o Daniel o faria, mesmo não tendo cargo. Acredito que o Daniel tende a buscar espaço para ser candidato a um cargo majoritário, ou seja, a vice-governador ou mesmo candidato a governador ou ao Senado”, avalia.

Partidos menores

Na análise do cientista político, Guilherme Carvalho pelas movimentações atuais, os partidos menores estão em ascendência e não podem ser esquecidos. “Os partidos menores estão ascendendo no cenário e que podem vir muito competitivos. O Republicanos é um deles, por estar montando uma boa base em Goiânia, é um partido que chega com estrutura”.

“O PSD é um partido que está construindo base há algum tempo  e com a chegada do Meirelles para um cargo majoritário tende a ser atrativo, porque foi um partido que teve um desempenho muito bom nas eleições municipais, não só em Goiânia mas, no Brasil como um todo”, conclui.

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