Morte de jovem reacende debate sobre horário de funcionamento de bares em Goiânia

Presidente da Câmara quer voltar a discutir proposta que determina horário de fechamento de estabelecimentos na capital

Presidente da Câmara, Anselmo Pereira, que discutir proposta | Foto: Alberto Maia

Presidente da Câmara, Anselmo Pereira, que discutir proposta | Foto: Alberto Maia

O presidente da Câmara Municipal de Goiânia, Anselmo Pereira (PSDB), avisou, na manhã desta quarta-feira (6/4), que quer voltar a discutir o projeto que restringe o funcionamento de bares e restaurantes na capital.

O Projeto de Lei que havia sido apresentado, de autoria do vereador Paulo da Farmácia (Pros), define que os estabelecimentos tenham permissão para permanecerem abertos das 6 horas à meia-noite nos sábados e feriados e das 6 horas às 23h30 nos demais dias da semana.

Polêmica, a proposta acabou sendo recebida negativamente em vários setores da sociedade. Pressionado, o vereador-autor retirou o projeto no dia 30 de março.

No entanto, a morte do jovem Gabriel Caldeira, de apenas 19 anos, na madrugada da última segunda-feira (4/4), reacendeu a polêmica do horário de fechamento dos bares e restaurantes. Gabriel saia de um bar na região do Setor Marista quando foi baleado.

Durante discurso, o presidente da Câmara criticou o que ele chamou de “pequeno grupo” que se movimentou contra a proposta. “Um grupo hipócrita que acha que fala por 99% da população de Goiânia, mas não fala”, disparou Anselmo Pereira.

O tucano pediu, então, que Paulo da Farmácia retome o projeto e ainda dê ao PL o nome do jovem que foi assassinado.

Anselmo Pereira informou que o vice-governador e secretário de Segurança Pública e Administração Penitenciária, José Eliton (PSDB), disse que prepara um projeto semelhante para ser encaminhado à Assembleia Legislativa de Goiás.

Na Câmara

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Vereador Paulo da Farmácia | Foto: Alberto Maia

Presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), vereador Elias Vaz (PSB) também lamentou a “falta de diálogo” com a sociedade sobre a proposta. “É polêmico, mas eu sempre defendi que deveríamos discutir com a comunidade”, arrematou.

Ao Jornal Opção, Paulo da Farmácia afirmou que não pretende, agora, reapresentar o projeto.

“Me senti traído pelos meus colegas da CCJ. O projeto não estava em votação, e eles foram contra, queriam arquivar. Meu objetivo era apenas fazer diligência em todas os âmbitos da sociedade para discutir a proposta. Não tive nem esse direito”, lamentou.

Segundo o regimento da Câmara, qualquer vereador pode reapresentar a proposta, na íntegra, ou modificada.

 

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