Morte de George Floyd reascende debate sobre violência policial e racismo nos Estados Unidos

Caso ganhou repercussão internacional com a circulação de um vídeo de dez minutos que mostrava um policial ajoelhado sobre o pescoço de Floyd que, desarmado, pedia para não morrer

Foto: Reprodução | Carlos Barria/Reuters

Se George Floyd fosse branco, estaria vivo. A declaração é do prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, sobre a ação policial que culminou na morte de um homem negro no estado de Minnesota (Estados Unidos). As imagens de um policial branco ajoelhado no pescoço da vítima até sua morte reacendeu o debate sobre violência policial e racismo no país.

Nesta quinta-feira, 28, milhares de manifestantes tomaram as ruas de Minneapolis e, durante a noite e a madrugada, entraram em confronto com policiais. Segundo informações da Exame, uma delegacia foi incendiada e uma equipe da rede de notícias CNN chegou a ser presa ao vivo enquanto cobria os acontecimentos, mas já foi liberada.

O caso ganhou repercussão internacional com a circulação do vídeo de dez minutos que mostrava o policial, Derek Chauvin, ajoelhado sobre o pescoço de Floyd que, desarmado, pedia para não morrer. Pouco tempo depois, a vítima, que tinha 40 anos, para de se mexer e é levado ao hospital, sendo declarado morto no caminho.

A revolta é a linguagem daqueles que não são ouvidos

Protestos contra a violência policial foram registrados em várias cidades dos Estados Unidos. O filho de Martin Luther King, uma das figuras históricas da luta contra o racismo no país, Martin Luther King III, se manifestou sobre o caso e citou uma frase de seu pai: “a revolta é a linguagem daqueles que não são ouvidos”.

Celebridades e anônimos saíram às ruas e usaram as redes sociais repetindo a célebre frase Black Lives Matter (Vidas Negras Importam), nome de um movimento que surgiu nos Estados Unidos para combater a violência sofrida pela população negra, o racismo sistêmico das forças policiais, a seletividade penal e a discriminação racial.

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