Apresentador defende que fama do cantor deveria ser maior para justificar cobertura extensiva e sugere que repercussão negativa foi fruto de entendimento superficial

Em texto publicado no site da Folha de S. Paulo na noite da última segunda-feira (29/6), Zeca Camargo reafirmou o que disse em análise polêmica divulgada no Jornal das Dez da Globo News do sábado (27).

O apresentador, que causou alvoroço nas redes sociais após criticar a música sertaneja e afirmar que Cristiano Araújo não era um “ídolo de verdade”, voltou a dizer que a cobertura midiática da morte do cantor reflete um “empobrecimento da pauta cultural”.

“E não porque o sertanejo não é erudito. Mas porque ele foi eleito como tal, numa terra que só é de cego porque ninguém tem a competência de lembrar que tem pelo menos um olho para reinar”, sustenta Zeca.

No texto, o global defende que a fama de Cristiano deveria ser maior para justificar a cobertura extensiva de sua morte trágica e sugere que a repercussão negativa foi fruto de um entendimento superficial da reflexão que ele quis propor.

“Os fãs reagiram como fãs — preferiram se manifestar não baseados no texto original, mas na repercussão da repercussão da repercussão que chegou a eles, claro, por outro fã já transtornado”, declara.

Depois da polêmica ter tomado as redes sociais, com montagens e comentários ácidos feitos por fãs e campanha criada por cantores sertanejos, Zeca tentou se desculpar ao vivo no Vídeo Show na tarde da última segunda (29). Durante a tentativa, o apresentador errou o nome de Cristiano Araújo.

“Gostaria de deixar claro que tenho a maior admiração pelo Cristiano Ronaldo, que não está mais com a gente. Qualquer artista tenho, sobretudo, muito respeito por todos. Queria me desculpar quem talvez tenha entendido errado”, disse.