Morre uma das gêmeas siamesas separadas no Materno Infantil

Anny Beattriz faleceu na madrugada desta quinta-feira (8/1) devido à falência múltipla de órgãos. A outra segue internada em estado gravíssimo

Fotos: Arquivo pessoal

Fotos: Arquivo pessoal/ Jornal Opção

Uma das gêmeas siamesas nascida no Hospital Materno Infantil (HMI) em dezembro do ano passado morreu na madrugada desta quinta-feira (8/1) devido à falência múltipla de órgãos. A informação é da assessoria de imprensa do HMI.

A gêmea Anny Beattriz estava internada em estado gravíssimo na unidade e faleceu às 5h45. Na última segunda-feira, o médico que cuida das irmãs, Zacharias Calil, disse durante entrevista coletiva que  Anny Beattriz tinha “mais complicações cardíacas” que Anny Gabrielly — que segue internada UTI neonatal, respirando com a ajuda de aparelhos, e precisa urgentemente de sangue tipo O positivo.

As gêmeas, que eram unidas pelo tórax e abdômen e compartilhavam o fígado, nasceram na unidade de saúde no dia 10 de dezembro de 2014 e foram separadas no último sábado (3), em uma cirurgia de altíssima complexidade que durou 5 horas. Ao todo, 12 profissionais, entre cirurgiões pediátricos, médicos intensivistas, anestesistas, cardiologista, nefropediatra e enfermeiros participaram da cirurgia.

As meninas são filhas do técnico agrícola Jeiel dos Santos, de 25 anos, e Iara Pereira Dourado, de 24. O casal é da Bahia e veio para Goiás em busca do tratamento. “Estamos na casa da minha irmã. Viemos somente por causa de minhas filhas”, explicou o pai.

Ainda de acordo com Zacharias Calil, o fato raro pode ter sido ocasionado devido ao contato da mãe das crianças, Iara Pereira, com agrotóxicos sete meses antes de engravidar.

 

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