Morre ex-prefeito de Palmas, médico Odir Rocha

Mineiro de Araguari, Odir veio para o norte de Goiás na década de 70, foi prefeito de Colinas e de Palmas

Morreu nesta quarta-feira, 4, em Palmas, o médico e ex-prefeito da Capital, Odir Rocha, aos 81 anos, vítima de câncer. Odir Rocha administrou Palmas no período de 1997/2001, tendo sido o terceiro prefeito da capital tocantinense. Antes, foi prefeito de Colinas do Tocantins, eleito em 1988, na primeira eleição do novo Estado. Exerceu ainda o mandato de deputado federal pelo Tocantins. Ocupou ainda várias pastas no Estado e em Palmas.

Médico de profissão, líder político coerente e escritor vocacionado. Mineiro de Araguari, criado em Goiás, mas precisamente em Iporá. Cursou medicina na Pontifica Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), radicou-se no norte de Goiás, no início da década de 70, montando em 1971, o Hospital e Maternidade Santa Rosa, na então Colinas de Goiás, hoje Colinas do Tocantins, cidade que seria prefeito, eleito na primeira eleição do novo estado do Tocantins, 1988.

Ao final do mandato, 1993 foi nomeado secretário de Ação Social e Habitação, na recém-criada Palmas, na gestão do prefeito Eduardo Siqueira Campos. Eleito primeiro suplente de deputado federal em outubro de 1994, assumiu o mandado tem 1995. Convidado pelo governador Siqueira Campos assumiu a secretaria Estadual de Administração e, logo após, a Secretaria Extraordinária para Assuntos Metropolitanos.

Em outubro de 1996, filiado ao Partido Progressista Brasileiro (PPB), elegeu-se prefeito de Palmas. Realizou uma administração impecável, com a continuidade das obras de infraestrutura da cidade, como asfaltamento, esgoto de águas pluviais, praças, e equipamentos de lazer nas quadras residências, além de forte investimento no setor de saúde. Em sua gestão a cidade ganha um dos seus cartões postais, o Parque Cesamar.

Intelectual militante, ativista ambiental e escritor de uma escrita sensível e profunda que revela um pouco da alma tocantina. Membro da Academia Tocantinense de Letras e da Academia Palmense de Letras. Em 2005, foi nomeado secretário municipal de Cultura de Palmas no governo Raul Filho e, no ano seguinte, tornou-se titular da secretaria Municipal de Saúde de Palmas.

Deixa um legado de honradez e respeito à coisa pública. E também uma obra literária rica e inspiradora. Entre outras obras, o livro de poemas “Do amor à terra”, em 2002 e, em 2005, o livro de contos “Auscultando a vida”, este último, considerado uma obra prima da literatura tocantinense. Deixa a esposa dona Dirce Noda Rocha, com quem teve três filhas.

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