Moradores do Setor Sul podem pedir ao MPGO que Plano Diretor seja votado após eleições

“Não teria isenção suficiente para ser decidido as vésperas de uma eleição”, ,afirma a arquiteta Márcia Guerrante

Rua 125, no Setor Sul | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

Após a entrega do relatório do Plano Diretor pelo vereador Cabo Senna (Patriota), na Câmara Municipal, representantes de bairros passaram a analisar o projeto para compreender as alterações que podem ocorrer em seus setores e decidir quais ações tomar diante dessas propostas apresentadas pelos parlamentares.

“Estamos todos muito atentos e apreensivos quanto a esta movimentação de votação do plano na Câmara”, afirmou Márcia Guerrante, arquiteta e moradora do Setor Sul.

“Por entender que um assunto de tamanha importância não teria isenção suficiente para ser decidido as vésperas de uma eleição e, ainda, por entender que em tempos de pandemia a participação da população estaria limitada, podemos ir novamente ao Ministério Público para pedir o adiamento da votação deste plano.”, avaliou a arquiteta.

Ao Jornal Opção, representantes dos setores Marista e Jaó também disseram que poderiam recorrer ao Ministério Público de Goiás (MPGO) para que a votação do plano ocorra após as eleições.

“Esses arranjos todos nos fizeram sentir como se não tivéssemos a quem recorrer na defesa da cidade que queremos, mas estamos dispostos a levantar nossa voz sempre e sempre. Somos muitos e queremos uma cidade com qualidade de vida, com espaços públicos de qualidade, com áreas verdes, com equilíbrio e desenvolvimento sustentável. Não aceitamos o adensamento irresponsável e a descaracterização de nosso bairro e lutaremos por este direito”, afirmou Márcia.

De acordo com ela, os representantes irão acompanhar as deliberações da Comissão Mista na próxima quinta-feira, 24, para estarem atentos às decisões dos vereadores. “A preservação do traçado e das áreas verdes do setor Sul não dizem respeito apenas aos moradores do setor Sul, mas à memória e à qualidade ambiental de toda a cidade”, disse.

“Como determina o estatuto das cidades, o Plano Diretor deveria estar pautado em planos de bairros, que atendessem ao desenvolvimento da cidade, mas respeitando as peculiaridades e vocação de cada região. Principalmente, ouvindo a população, que é a maior interessada em todas as mudanças que poderão vir das determinações do novo plano”, opinou a representante do Setor Sul.

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