“Momento é de coibir, e se preciso for, autuar e até lacrar a bombas”, afirma fiscalização ambiental

Ação deve continuar até o início das chuvas, que trarão estabilidade à vazão do Rio Meia Ponte

Foto: Semad

A Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), a Polícia Militar de Goiás e Corpo de Bombeiros Militar intensificam a fiscalização ambiental quanto à captação irregular de água na bacia do Rio Meia Ponte. Segundo o superintendente de Proteção Ambiental e Desenvolvimento Sustentável da Semad, Robson Disarz, o aumento do efetivo em campo e maior sincronia com outros órgãos do Estado visam ao alcance de alvos específicos, “que fazem o uso irregular dos recursos hídricos”.

“A vazão do Rio hoje está em torno de 2.300 litros por segundo, e o objetivo da fiscalização é garantir o aumento dessa vazão para que ela atinja a estabilidade que vinha sendo mantida há 23 dias. Tivemos um decréscimo no fim de semana, mas desde sábado até hoje a situação está mais estável”, explica Robson Disarz, ao pontuar que a estabilização da situação evita a necessidade de racionamento. A ação deve continuar até o início das chuvas que trarão estabilidade à vazão do Rio Meia Ponte, acrescenta a Semad.

Foto: Semad

De acordo com o assessor de Comunicação do Corpo de Bombeiros, Tenente-coronel Fernando Caramaschi, a corporação está disponibilizando suas aeronaves, drones, embarcações e efetivo de acordo com a necessidade da Semad.  “O CBMGO está auxiliando para que se atinja o objetivo da secretaria e também atuando de forma preventiva”, explica. “Estamos mapeando pontos de difícil acesso para colaborar e auxiliar na proteção do meio-ambiente”, complementa.

Para o comandante do 1º Batalhão da Polícia Militar Ambiental, Geraldo Pascoal Soares Neto, a fiscalização já vinha ocorrendo desde o início da estiagem, no entanto, chegou-se ao momento em que não é possível mais advertir ou orientar. “Todos os produtores que captam água do nosso manancial já foram orientados sobre a legislação em vigor, o momento é de coibir, e se preciso for, autuar e até lacrar a bombas”, conclui.

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