Ministro pode ser convocado para explicar ação da PF contra comandante da PM de Goiânia

Tenente-coronel Ricardo Rocha foi alvo da “segunda fase” da Operação Sexto Mandamento, deflagrada pela PF na última semana

O presidente da Comissão de Segurança Pública da Câmara Federal, deputado goiano Alexandre Baldy (PTN), afirmou nesta quarta-feira (16/11) que irá convocar o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, para prestar esclarecimentos sobre a condução coercitiva do comandante de policiamento de Goiânia, tenente-coronel Ricardo Rocha, pela Polícia Federal.

O militar foi alvo de mandado na “segunda fase” da Operação Sexto Mandamento, deflagrada pela PF na última semana. Ao todo, foram cumpridos 39 mandados judiciais em Goiânia, Alvorada do Norte e Formosa, sendo três de prisão temporária, 19 de busca e apreensão, além de 17 conduções coercitivas.

Em 2011, a Sexto Mandamento apurou a atuação de grupos de extermínio em Goiás. As investigações, entretanto, não foram conclusivas e 17 envolvidos absolvidos pela 2ª Vara Criminal de Rio Verde, em decisão do juiz Fernando César Rodrigues Salgado.

A nova diretoria da Associação dos Oficiais da Polícia Militar de Goiás esteve em Brasília nesta quarta para se reunir com Baldy. Em vídeo, o parlamentar lembrou que a ação da PF não contou “com o apoio do Ministério Público”, autor da ação que resultou na deflagração da Sexto Mandamento há cinco anos. “O Ministério Público, inclusive, se manifestou pelo arquivamento do caso”, destacou.

Segundo o deputado federal, a convocação do ministro da Justiça tem como objetivo justificar as ações da PF e os danos causados à imagem da corporação goiana. “As instituições precisam estar preservadas e respeitadas perante à população”, finalizou.

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