Ministério Público rebate críticas de médico acusado de assédio sexual e improbidade no TJ

Instituição diz que atuação conjunta de quatro experientes promotores comprova seriedade e impessoalidade das investigações 

O Ministério Público do Estado de Goiás publicou nota rebatendo críticas à conduta de promotores, feitas pelo médico Ricardo Paes Sandre, na sexta-feira, 25. Sandre era diretor médico do Tribunal de Justiça de Goiás e está sendo investigado por improbidade administrativa e também foi denunciado por assédio sexual e moral contra servidoras do Tribunal de Justiça.

Em nota à imprensa, o médico afirmou que é inocente e que não há inquérito criminal contra ele tratando de assédio sexual. Sandre também reclamou que, mesmo assim, os promotores insistem em mencionar essas acusações.

Em sua resposta, o MP declara que age com seriedade e equilíbrio. Reitera que o fato de o caso ser conduzido conjuntamente por quatro promotores é uma prova de impessoalidade na investigação. Confira, a seguir, a íntegra da nota do Ministério Público.

Nota de resposta

O Ministério Público do Estado de Goiás segue inarredável na defesa das atribuições de seus membros, no cumprimento de seu dever constitucional de servir à sociedade.

No caso específico das investigações mencionadas, as condutas que foram denunciadas por mulheres que se apresentam como vítimas do investigado são tratadas com seriedade e equilíbrio. Todas as medidas já foram adotadas para garantir a integral continuidade dos trabalhos.

O caso está sendo conduzido pelos promotores Fabiana Zamalloa, Geibson Rezende, Juan Borges de Abreu, Carmem Lúcia de Freitas, todos acumulam larga experiência e relevantes serviços prestados à sociedade. Aliás, a atuação em conjunto, por si só, demonstra a impessoalidade de sua condução e a seriedade com que depoimentos e provas têm sido coletados. Não há interesses particulares, apenas a defesa de pessoas que se sentiram atacadas em sua intimidade e sentimentos e buscaram guarida no Ministério Público.

O objetivo do trabalho é apurar os fatos e adotar as medidas judiciais pertinentes. A Instituição solidariza-se com os valorosos colegas que estão no desempenho de suas atribuições constitucionais e não se furtará a tomar as medidas legais cabíveis em toda e qualquer situação que assim exigir.

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