Militarização das escolas goianas é uma das principais pautas de Vitor Hugo ao governo

O deputado federal e pré-candidato ao governo de Goiás acredita que, mesmo se tratando de um estado onde há 63 unidades de escolas militares, há espaço para “até 200”

Em entrevista para o Jornal Opção, o deputado federal e pré-candidato ao governo de Goiás Vitor Hugo (atualmente no União Brasil) aposta na indústria de defesa e no potencial da Força Aérea do Brasil (FAB), em Anápolis, e sua localização geográfica, como uma das áreas que necessitam expansão no seu Plano de Governo. Os eixos, segundo ele, ainda estão em fase de elaboração pela sua equipe e serão analisados “erros e acertos” do atual governo.  

Uma das suas ideias, no entanto, é ampliar a quantidade de Colégios Militares no Estado, que hoje totalizam 63. Ele também diz ter a intenção de fazer parcerias com o Exército para trazer unidades de Colégio Militares do Exército para a capital. No Brasil, atualmente, há 13 unidades. A 14ª unidade está sendo construída em São Paulo.  

“Goiás é um dos ícones do país. Como é que não tems um Colégio Militar do Exército aqui? Queremos ampliar o ensino militar em Goiás, temos 63 Colégios hoje e poderíamos chegar a 200 facilmente. Por que não estimular os municípios a fazerem escolas municipais militarizadas, como Indiara criou três?”, questiona o governadoriável que acredita haver uma “falta de articulação do atual governo para trazer estes colégios.  

Ainda na área militar, o político diz que Goiás é importante para a indústria da FAB, por isso precisa de atuar e valorizar a indústria de defesa, com pesquisas incentivos e valorização da Base Aérea de Anápolis. Na cidade, o político acredita que algumas medidas podem ser aproveitadas, principalmente na indústria defesa, onde acredita que deveria haver parcerias entre o Governo Estadual e o Exército.  

“Estamos no meio de uma guerra entre a Rússia e a Ucrânia e a gente ressalta a importância desta indústria de defesa. Goiás tem vários projetos estratégicos importantes, como é o caso do KC-390, que é um novo cargueiro da FAB, são 4 aviões, 2 em prontidão, mas 4 em Anápolis. Temos um novo caça, Gripen em Anápolis, além da pista de pouso temos uma pista de pouso no Aeroporto de Cargas que não está funcionando, porque não foi colocada pelo governador Ronaldo Caiado [Democratas], para funcionar”, comenta o político.  

De acordo com o político, há um grande potencial estratégico para o Estado, onde há uma grande pista de pouso, de quase 3 km “inoperante”. “Não foi destravada durante os três últimos anos e há empresas que poderiam ser atraídas para cá para aproveitar o potencial e a presença dos aviões para firmar parcerias para a manutenção de aeronaves, para a formação de mecânicos e para o desenvolvimento de softwares”, acredita Vitor Hugo.  

Além de Anápolis, o político cita a artilharia de mísseis e foguetes de Formosa que poderia ter uma indústria de defesa criada em torno da Região, além do Comando de Operações Especiais de Goiânia que é importante por haver projetos bilionários das Forças Armadas que poderiam ter um incentivo do Estado para gerar emprego e aumentar a arrecadação.  

Como o Governo poderia fazer parcerias?  

De acordo com o político, a FAB precisa de fazer licitações para a manutenção dos softwares, para a reposição de peças, ou para a formação de mecânicos ou poderia desenvolver a própria indústria aeronáutica em torno da pista de pouso do Aeroporto de Cargas que a gente tem ali.  

“Anápolis tem uma configuração logística que é impar na América do Sul conta com duas ferrovias, a Centro Atlântica e a Norte Sul, três BRs importantes que saem de lá: 060, 153 e a 414. Temos o aeroporto de cargas o DAIA [Distrito Agroindustrial de Anápolis], o Porto Seco, o Centro de Convenções tudo convergindo para uma única cidade”, explica o político.  

Outro potencial, segundo o político, é na tecnologia. Segundo o pré-candidato, há um software que é utilizado no simulador de mísseis e foguetes de Formosa foi construído pela Universidade Federal de Santa Maria. “Por que não foi construído por um IFG [Instituto Federal de Goiás ], UFG [Universidade Federal de Goiás], IF Goiano [Instituto Federal Goiano]?”, questiona o parlamentar. Segundo ele, o que está faltando é ‘integração’.  

“Lembra como é Gavião Peixoto [cidade onde há Base Aérea Militar] São José dos Campos [cidade onde há um Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial], da Embraer, em torno da Aviação e da Força Aérea que tem por lá e que é muito forte. Por que a gente não consegue fazer um cluster da indústria aeronáutica aqui em Anápolis também? Tudo isso precisa ser pensado pelo Estado, em formas de atrair as empresas para cá”, explica o político.  

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