Militares conquistaram quase 70% das medalhas brasileiras na Rio 2016

Ministério da Defesa comemorou superação de meta com 13 pódios conquistados por agentes das Forças Armadas 

Robson Conceição, pugilista, foi um dos atletas militares a levar ouro nas Olimpíadas | Foto: Fernando Frazão/ Agência Brasil

Robson Conceição, pugilista, foi um dos atletas militares a levar ouro nas Olimpíadas | Foto: Fernando Frazão/ Agência Brasil

O Ministério da Defesa comemorou, nesta segunda-feira (22/8), a superação da meta de classificar 100 atletas militares e conquistar 10 medalhas nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. No total, foram 145 militares participando da competição e eles conseguiram subir ao pódio 13 vezes.

As competições se encerraram neste domingo (21) com o Brasil comemorando sua melhor marca na história das Olimpíadas. Foram 19 medalhas: 7 de ouro, 6 de prata e 6 de bronze. Os militares conseguiram, portanto, 68% delas. Dos que foram campeões, cinco são militares: Rafaela Silva, do judô, Robson Conceição, do boxe e as duplas Martine Grael e Kahena Kunze, da vela, e Alison e Bruno, do vôlei de praia), são sargentos da Marinha e Thiago Braz, do atletismo, é sargento da Força Aérea.

Além deles, Mayra Aguiar, bronze no judô, Maicon Siqueira, bronze no taekwondo, e a dupla Ágatha e Bárbara, prata no vôlei de praia também são sargentos da Marinha; Felipe Wu, prata no tiro esportivo, Poliana Okimoto, bronze na maratona aquática, e Rafael Silva, bronze no judô, são sargentos do Exército; e, por fim, Arthur Nory, bronze na ginástica artística, e Arthur Zanetti, prata na ginástica artística, são sargentos da Força Aérea.

Para o diretor do Departamento de Desporto Militar, Paulo Zuccaro, a atuação dos atletas atesta a qualidade do Programa Atletas de Alto Rendimento (PAAR), do qual eles fazem parte. “O sucesso de nosso programa é inquestionável, assim como também é indubitável que sua contribuição para a elevação do Brasil à condição de potência olímpica será muito importante”, diz.

“A nossa avaliação a respeito de nossos atletas militares é a melhor possível”, comemora ele. “É um programa altamente inclusivo e flexível, pois admite diversos modelos de parcerias com as demais entidades ligadas ao esporte, como, por exemplo, os clubes, as confederações e as empresas”.

O PAAR conta com 670 militares, 76 de carreira e 594 temporários, todos selecionados por edital público e recebem os mesmos salários que os demais militares. No rol de modalidades abrangidas há 35 esportes, 37 deles olímpicos. Segundo o Ministério de Defesa, o investimento no programa é de cerca de R$ 18 milhões, utilizados, além de para pagar os salários, para adquirir equipamentos e uniformes e para garantir a participação dos atletas em competições no Brasil e no exterior.

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