Metrobus assinará contrato para operação consorciada no Eixo Anhanguera

Gestão será compartilhada com a empresa privada Viação Reunidas

O presidente da Metrobus, Marlius Braga Machado, anunciou nesta quinta-feira (11/1) que a empresa de economia mista está prestes a assinar um contrato para a operação consorciada no Eixo Anhanguera e outras linhas de ônibus em Goiânia com a Viação Reunidas.

De acordo com o presidente, o objetivo é, , num primeiro momento, “manter a qualidade dos serviços” prestados ao usuário do transporte coletivo da Região Metropolitana de Goiânia e, num segundo momento, “investir ainda mais na melhoria da qualidade dos serviços”.

O acordo, que ainda não foi assinado, aguarda análise final do Ministério Público Estadual, para garantir segurança jurídica e lisura do processo.

Alguns acordos estão sendo finalizados com o Ministério Público do Estado de Goiás, por exemplo, no que diz respeito à contratação dos motoristas dos ônibus do transporte coletivo, que não seriam mais por meio de concursos públicos, mas sim por carteira assinada.

Com a mudança, os servidores concursados devem ser cedidos para outros órgãos. Outra questão a ser acertada é quanto à gestão. O MP, através da promotora Fabiana Zamalloa, questiona a cessão da gestão que ficaria com a empresa privada, mesmo ela tendo menor participação no consórcio. A Metrobus terá 61,5% das ações.

Marlius Braga Machado disse que tem participado, constantemente, de reuniões com representantes do Ministério Público para sanar as dúvidas e acertar os condicionamentos jurídicos.

Ele explicou que a formação de um consórcio “não significa a criação de uma empresa com personalidade jurídica”, mas sim “um contrato entre duas partes” interessadas em gerir uma empresa. Ressaltou que o objetivo é “juntar duas operações para reduzir custos e cumprir as obrigações legais da Metrobus”.

Para o presidente da Metrobus, o consórcio com a Viação Reunidas é um bom negócio para o Governo do Estado e para quem utiliza o transporte coletivo. Assinala que “a empresa ganha mais agilidade com a administração privada” porque “a burocracia do setor privado é menor que a do setor público”, o que facilita aquisições e a contratação de serviços.

A respeito da disposição dos servidores públicos da estatal, a maioria motoristas, Marlius salientou já está acertado que “eles ficarão à disposição da Secretaria de Gestão e Planejamento (Segplan) para serem aproveitados em outros órgãos”.

De acordo com ele, “vários secretários de governo já apresentaram pedidos solicitando a nomeação desses profissionais”, o que comprova que é significativa a demanda por motoristas na estrutura do Executivo Estadual pelo fato de que “não foi realizado concurso público para motoristas nos últimos anos”.

Afirmou também que não existe data marcada para a assinatura do contrato de consórcio entre a Metrobus e a Viação Reunida, visto que o documento está em fase de análise com vistas a garantir “segurança jurídica e a lisura do processo, com a participação do Ministério Público em todas as etapas”.

Marlius pontuou que o objetivo perseguido pelo Governo de Goiás é o de “garantir o sucesso da operação, o que significa a satisfação do usuário do transporte coletivo, em especial os da linha do Eixo-Anhanguera”.

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