Mesmo sem resolver impasse, secretaria mantém início das aulas na capital

Gestão Iris Rezende (PMDB) ainda não anunciou se manterá servidores temporários ou convocará concursados da Educação

Secretário de Educação, Marcelo Ferreiro | Foto: Marcos Souza​

A Secretaria Municipal de Educação (SME) de Goiânia informou ao Jornal Opção, por meio de nota-resposta, que o início do ano letivo das escolas e CMEIs da rede está mantido para o dia 23 de janeiro (próxima segunda-feira).

Contudo, o titular da pasta, Marcelo Ferreira, ainda está “avaliando” como resolverá o impasse dos mais de 2 mil aprovados no último concurso e a possibilidade de renovação (total ou parcial) dos 4 mil contratos temporários da gestão passada.

A seis dias do início do ano letivo na rede municipal de Educação, a prefeitura de Goiânia não informou como irá realizar o volta às aulas de cerca de 30 mil alunos. Servidores continuam sem saber como as unidades funcionarão, já que algumas eram compostas de quase 90% de temporários.

Dessa forma, há a possibilidade de que os efetivos façam dupla jornada de trabalho até que a situação seja normalizada, revelou uma fonte à reportagem.

Vale ressaltar que nenhuma dessas informações foi confirmada pela SME, que se limitou a dizer que “a nova gestão da pasta está avaliando e tomando as providências quanto a convocação dos concursados e renovação de contratos temporários”.

Imbróglio 

O Jornal Opção mostrou, na última semana, que uma comissão de aprovados no último concurso da Educação procurou o vereador Lucas Kitão (PSL) para tentar sensibilizar a administração peemedebista no que diz respeito à convocação de pelo menos uma parte dos 2,1 mil aprovados já para o primeiro semestre de 2017. Em tese, no final de 2016, todos os temporários foram dispensados, pois os contratos venceram.

O concurso da Educação foi aberto em março do ano passado e homologado em setembro, durante a gestão do ex-prefeito, Paulo Garcia (PT). Em matéria publicada no site do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego), o secretário Marcelo Ferreira afirma que, apesar da recomendação do Ministério Público de chamar os concursados no início do ano, existe a necessidade de atentar para o “teto orçamentário”, e a pasta depende do aval do TCM para atender a demanda, que continua sem uma data para convocação.

Em nota enviada à reportagem, também na última semana, o tribunal informou que o concurso não apresenta vícios de legitimidade ou legalidade, e que o processo aguarda apenas a manifestação do plenário da Corte para a sua efetiva homologação. Isso deve ocorrer, no entanto, somente após o dia 24 de janeiro, quando o órgão retorna de seu recesso administrativo.

A presidente do Sintego, Bia de Lima, não atendeu as ligações realizadas na tarde desta terça-feira (17) pelo Jornal Opção.

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