Mesmo com três mutirões, Noroeste ainda é região com maior incidência de dengue

Dados da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) indicam que a média no distrito sanitário é de 1 mil casos por 100 mil habitantes 

Apesar de já ter recebido três mutirões contra a dengue neste ano e ser o reduto eleitoral do prefeito Iris Rezende (PMDB), a região Noroeste de Goiânia continua sendo a recordista em casos da doença na capital. Segundo os boletins epidemiológicos da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), a incidência de casos por lá tem sido a maior desde o início do ano.

Os dados preliminares indicam uma incidência de 1.109 casos por 100 mil habitantes, enquanto a segunda colocada, a região Norte, teve uma média de 629 casos. Segundo a secretaria, os números ainda não foram totalmente confirmados e podem sofrer alterações, mas a região manteve a dianteira durante todos os períodos avaliados pela SMS.

De janeiro até o último dia 19, Goiânia já registrou pelo menos 27 mil notificações, com uma taxa média de incidência de 1.911 a cada 100 mil habitantes e oito óbitos confirmados. Felizmente, houve redução nos casos da doença em relação a 2016 e 2015, quando houve epidemia.  Ainda de acordo com o boletim, a proporção de casos graves neste ano é de 1,8 a cada 1 mil.

Nesses mutirões, a prefeitura coloca agentes comunitários e de combate a endemias para visitar imóveis, eliminar focos do mosquito transmissor, o Aedes aegypti, e recolher pneus, que servem como criadouros das larvas. As ações, no entanto, não tiveram o efeito esperado e a população da região continua sendo afetada pela doença.

Ao Jornal Opção, o superintendente de Vigilância em Saúde, Robson Azevedo, disse que a pasta introduziu o mapeamento das regiões mais críticas para poder fazer ações no local e vai realizar mais um mutirão no próximo mês de agosto. Segundo ele, a situação em Goiânia é preocupante, já que houve mutação do vírus e, a partir de outubro, o número de casos pode aumentar.

“Estamos buscando parcerias com o Corpo de Bombeiros e outros órgãos para, principalmente entre agosto e outubro, poder diminuir os focos e trabalhar principalmente na educação da população”, afirmou.

Chikungunya e Zika

Transmitida também pelo Aedes, a Chikungunya também preocupa e, em julho, o número de casos notificados já se aproxima do total registrado em 2016: foram 63 notificações, contra 89 no ano anterior. Até agora, a SMS já confirmou 12 deles e 18 ainda seguem em investigação. Os dados sobre o vírus Zika apresentam melhora: em 2016, foram 8.708 notificações da doença e, pelo menos até agora, o número de casos suspeitos é de 2.438.

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wellinton

Cadê novo concurso público para vagas de agentes de saúde ? O deficit existe ainda, houve concurso em 2012, ao qual o ex-prefeito não deu bola..