Mesmo que venha a ser aprovado quando o projeto de lei for enviado à Câmara Municipal de Goiânia, o prefeito da capital, Sandro Mabel (União), conta que o trâmite para ter acesso ao empréstimo de R$ 580 milhões pode demorar mais de um ano. Mabel explicou que a operação precisa passar pelo BNDES, Tesouro Nacional e demais instâncias responsáveis, o que faz com que a expectativa seja de um prazo superior a 365 dias até a chegada do dinheiro.

“O aval [da Câmara] é só o começo, porque depois demora mais de um ano. Vai para o BNDES, tem todo um processo. Tem que passar pelo Tesouro Nacional. Então, é um negócio para um ano, um ano e pouco sair o financiamento”, disse em entrevista ao Jornal Opção.

Conforme noticiado anteriormente pelo Jornal Opção, o prefeito prevê essa contratação por uma linha de crédito no âmbito do Fundo Clima, programa do governo federal coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e operado pelo BNDES, que financia projetos voltados à mitigação de gases do efeito estufa e adaptação às mudanças climáticas. O principa foco de investimento a macrodrenagem de Goiânia.

Para evitar atrasos no início das intervenções, Mabel afirmou que vai aproveitar o tempo de tramitação do financimento na Casa Legislativa para concluir projetos executivos e preparar toda a documentação técnica. A ideia é que as obras possam começar imediatamente após a liberação dos recursos.

O que a gente faz nesse interino? Nós fazemos toda a parte de projetos e tudo o que tem que ser feito para deixar prontinho para quando o dinheiro sair, afirma.

Segundo Mabel, Goiânia já concluiu uma etapa considerada essencial para acessar os recursos do Fundo Clima: a qualificação do município. Agora, segundo ele, a Prefeitura encaminha o pedido de autorização legislativa, condição necessária para que o BNDES possa dar sequência à análise da operação de crédito.

“Só 51 cidades no Brasil conseguiram essa qualificação, e Goiânia conseguiu. Depois enviamos toda a documentação ao BNDES e agora mandamos o projeto para a Câmara, porque esse financiamento depende do aval dos vereadores”, finalizou.

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