Mercado de trabalho goiano ainda sente a crise, mostra pesquisa da UFG

Taxa de desocupação no Estado é duas vezes maior do que a verificada em períodos pré-crise

Boletim de Conjuntura Econômica de Goiás, realizado periodicamente pela Faculdade de Administração, Ciências Contábeis e Ciências Econômicas (Face) da Universidade Federal de Goiás (UFG), mostra que o mercado de trabalho no âmbito estadual ainda sente a crise econômica.

De acordo com o Boletim de número 93 e que traz informações referentes ao primeiro mês do ano, o mercado de trabalho em Goiás, ainda que desde o terceiro trimestre de 2017 tenha reagido à crise econômica, apresenta taxa de desocupação mais de duas vezes maior do que a verificada em períodos pré-crise.

Segundo o relatório, a queda do desemprego tem se assentado no crescimento do emprego informal e no aumento do número dos chamados “conta própria”, que são trabalhadores com rendimento, mas sem vínculo empregatício, tais como vendedores ambulantes, camelôs, motoristas de aplicativos e alguns trabalhadores da construção.

Além disso, ainda conforme o documento, embora a queda da inflação tenha contribuído para aumentar o rendimento real médio, o número ainda elevado de desempregados tem contribuído para comprimir a renda dos trabalhadores.

Antes da crise impactar o mercado de trabalho goiano, o rendimento real médio dos trabalhadores goianos superava R$ 2 mil e agora é pouco mais de R$ 1.900.

O Boletim de Conjuntura Econômica de Goiás é divulgado periodicamente pelo Portal UFG. Leia aqui a íntegra da última edição.

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