Uma menina de 8 anos morreu nos Estados Unidos após ser infectada pela Naegleria fowleri, organismo popularmente chamado de “ameba comedora de cérebro”. A morte de Lillian Smart foi comunicada pela família por meio das redes sociais.

Em uma publicação, familiares relataram que os danos neurológicos provocados pela infecção eram graves e impediram a recuperação da criança.

“Lillian correu dos nossos braços para os braços de Jesus. Os danos no cérebro dela eram graves demais para que seu pequeno corpo conseguisse se recuperar. Todos fizeram tudo o que podiam para mantê-la aqui”, afirmou a família.

De acordo com informações divulgadas pela agência Associated Press, autoridades de saúde norte-americanas explicam que a ameba pode ser encontrada principalmente em ambientes de água doce aquecida. A infecção ocorre quando a água contaminada entra pelo nariz e o organismo consegue alcançar o cérebro.

O quadro provocado pela Naegleria fowleri é chamado de meningoencefalite amebiana primária (MAP). Apesar de extremamente rara, a doença apresenta alta taxa de mortalidade. Nos Estados Unidos, são registrados menos de dez casos por ano.

Segundo o Departamento de Saúde da Louisiana, existe a possibilidade de Lillian ter sido infectada enquanto nadava no Lago Claiborne. A menina estava hospitalizada desde o dia 15 de agosto.

Após a confirmação da morte, o governador da Louisiana, Jeff Landry, manifestou solidariedade aos familiares da criança nas redes sociais. “De coração partido com a notícia da morte de Lillian”, escreveu.

Infecção está associada à água doce aquecida

A Naegleria fowleri encontra condições favoráveis para se desenvolver em ambientes de água doce, como lagos, rios, canais e lagoas, principalmente quando a temperatura da água está elevada. O risco de proliferação aumenta em temperaturas superiores a aproximadamente 25 °C.

A contaminação não acontece simplesmente pela ingestão da água. O principal risco ocorre quando água contendo a ameba entra pelo nariz, permitindo que o organismo alcance o sistema nervoso e provoque a infecção cerebral.

Atualmente, não existe um teste ambiental de rotina capaz de indicar de maneira simples e imediata a presença da ameba em lagos e outros corpos d’água.

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