Medicamento 3 em 1 contra HIV está em falta em Goiânia

De acordo com funcionário do HDT, o governo federal não fez a entrega no último mês

Os pacientes portadores de HIV encontraram dificuldades nos últimos meses para receber em Goiânia a medicação 3 em 1, principal remédio para tratamento da doença, distribuído gratuitamente na rede pública de todo o Brasil. Em Goiás, o principal centro de distribuição é o Hospital Estadual de Doenças Tropicais Dr. Anuar Auad (HDT), que enfrentou desabastecimento nos meses de fevereiro e março deste ano.

Após novos relatos de pacientes que pediram para não ser identificados, o Jornal Opção averiguou a situação na capital. De acordo com os depoimentos, há falta completa do medicamento, que passou a ser ofertado na capital no início de 2015.

Em conversa com a reportagem, um funcionário do local, que não quis se identificar, informou que realmente o governo federal não fez as entregas nas últimas semanas. Segundo ele, o motivo não foi a greve dos caminhoneiros, já que a falta ocorre antes mesmo da paralisação. A expectativa é que em até dois meses a entrega seja normalizada.

No lugar do medicamento, são oferecidas duas caixas com as mesmas substância, o que obriga aos pacientes tomarem mais pílulas ao invés de uma. Segundo o paciente J.K.S, a facilidade de se tomar apenas uma pílula por dia fica prejudicada, mas, pelo menos, o tratamento não foi interrompido. A preocupação dele é que a situação possa ficar pior nos próximos meses.

Em maio, o HDT admitiu que o estoque esteve reduzido no mês de março, mas afirmou que o abastecimento tinha sido normalizado. Sobre a falta nas últimas semanas, o hospital não se posicionou.

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.