MDB banca reeleição de Marcelo Miranda e articula frente ampla contra Amastha

Partido defede candidatura do atual governador em uma aliança “dos que sempre lutaram pelo Tocantins” contra o projeto incerto do prefeito de Palmas

Ex-deputado federal Derval de Paiva | Foto: reprodução

O MDB definiu, em reunião no último fim de semana, que bancará a reeleição do atual governador do Tocantins, Marcelo Miranda. Após um mandato de muitos desafios, no qual enfrentou a maior recessão da história do Brasil, o atual mandatário quer dar continuidade aos projetos que começa a implantar em todo o Estado.

 

Para tanto, articula uma frente ampla para a disputa de 7 de outubro deste ano. Segundo o presidente do partido, o ex-deputado federal Derval de Paiva, os militantes não abrem mão da candidatura majoritária.

“O governador pretendia postergar um pouco mais a decisão, mas reconhecemos depois da reunião e de uma ampla autocrítica, que o processo eleitoral já está deflagrado em todo o Brasil. Por isso, decidimos lançar a pré-candidatura. Entendemos que há boas perspectivas, mesmo com todas as dificuldades que enfrentamos”, argumentou.

Segundo o líder emedebista, Marcelo Miranda avalia que poderia estar em uma situação melhor, não fosse as constantes crises que assolaram o País desde o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). “Ele precisa de mais um mandato para de forma muito clara mostrar que esse governo, que termina em dezembro, foi de dificuldades infinitas, mas conseguiu colocar o Estado de volta aos trilhos, arrumou a casa, e constrói um futuro melhor”, completou.

Com a definição, o MDB buscará agora aglutinar o maior número de partidos possíveis para construir uma grande aliança contra o projeto do prefeito de Palmas, Carlos Amastha (PSB). Em campanha pelo Palácio Araguaia, o pessebista tem atacado várias lideranças tocantinenses — as mais recentes foram a senadora Kátia Abreu (sem partido), o senador Vicentinho Alves (PR), o prefeito Ronaldo Dimas (Araguaína) e até o ex-governador Siqueira Campos (DEM).

“Ele é um agressor permanente, um cidadão que foi bem recebido, mas tem uma conduta desvairada, é um insultador, provocador… Não sabemos aonde esse moço quer chegar, ele está inovando no modelo de fazer política baixa. A administração de Palmas é pífia! O colombiano [Amastha] gosta de marketing, de maquiagem, é capaz apenas do batom”, criticou.

Ainda de acordo com Derval de Paiva, a busca por uma ampla aliança, com os chamados “tradicionais” do Tocantins, se dá para garantir o desenvolvimento do Estado. “O governo de Amastha, se comparado com qualquer outro prefeito que passou em Palmas, chega a ser medíocre. Nosso objetivo é resgatar os valores que foram escrachados”, acrescentou.

Governador Marcelo Miranda e prefeito Carlos Amastha: disputa em 2018 | Fotos: Frederick Borges e Aline Batista

Partidos

O presidente do MDB do Tocantins fez questão de elogiar os atuais pré-candidatos ao governo, como o senador Ataídes Oliveira (PSDB), o prefeito Ronaldo Dimas (PR), além do presidente da Assembleia, Mauro Carlesse (PHS), e confirmou que o objetivo é trazê-los para o projeto governista.

No entanto, caso um acordo não saia, a tendência é de união em um eventual segundo turno. “Já temos um entendimento de que é preciso defender o Tocantins”, arrematou.

Sobre uma eventual aliança com Siqueira Campos (DEM), Derval de Paiva diz que as discussões ainda estão acontecendo, mas que é preciso reconhecer o trabalho do ex-governador.

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