Marcos Rogério (DEM-RO) é cotado para relatar denúncia contra Temer na CCJ

Também relator do processo contra Eduardo Cunha (PMDB-RJ) na Comissão de Ética, deputado é tido como preparado e aliado do Planalto 

Deputado Marcos Rogério | Foto: Lucio Bernardo Junior/Câmara dos Deputados

Um deputado goiano disse ao Jornal Opção na manhã desta terça-feira (4/7) que aposta na escolha do deputado Marcos Rogério (DEM-RO) para relatar a denúncia da Procuradoria-Geral da República contra o presidente Michel Temer (PMDB).

Segundo ele, o democrata — que também foi relator do processo de cassação do ex-deputado e presidente Eduardo Cunha (PMDB-RJ) — é um advogado competente, preparado e, mais importante, aliado do Planalto.

A decisão do presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), deputado Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), deve ser anunciada em sessão nesta terça (4).

Denunciado

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, denunciou na última segunda-feira (26/6) o presidente Michel Temer ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo crime de corrupção passiva. A acusação está baseada nas investigações iniciadas a partir do acordo de delação premiada da JBS.

O áudio da conversa gravada pelo empresário Joesley Batista, um dos donos da empresa, com o presidente, em março, no Palácio do Jaburu, também é uma das provas usadas no processo. O ex-deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) também foi denunciado pelo procurador pelo mesmo crime. Loures foi preso no dia 3 de junho por determinação do ministro Edson Fachin. Em abril, Loures foi flagrado recebendo uma mala contendo R$ 500 mil, que teria sido enviada pelo empresário Joesley Batista, dono da JBS.

Para o procurador, Temer usou Rocha Loures para receber vantagens indevidas. “Entre os meses de março a abril de 2017, com vontade livre e consciente, o Presidente da República Michel Miguel Temer Lulia, valendo-se de sua condição de chefe do Poder Executivo e liderança política nacional, recebeu para si, em unidade de desígnios e por intermédio de Rodrigo Santos da Rocha Loures, vantagem indevida de R$ 500.000 ofertada por Joesley Batista, presidente da sociedade empresária J&F Investimentos S.A., cujo pagamento foi realizado pelo executivo da J&F Ricardo Saud”, diz a denúncia apresentada por Janot.

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